Menopausa em mulheres diabéticas: entenda as diferenças

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Menopausa em mulheres diabéticas aprenda a como lidar com a situação. Quando a menopausa chega, traz com ela vários sintomas e mudanças no corpo da mulher, por diminuir drasticamente a produção de hormônios femininos. Mas entrar na menopausa sendo diabética pode ser ainda mais difícil. Vamos entender as diferenças da menopausa em mulheres diabéticas? Continue acompanhando!

“Diabetes é uma doenças crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos nos órgãos, vasos sanguíneos e nervos.” 

-Sociedade Brasileira de Diabetes. 

Manutenção do peso

Na faixa etária em que normalmente ocorre a menopausa (entre 45 e 55 anos), já é difícil para todas as mulheres manterem o peso ideal, afinal, o metabolismo fica mais lento. Nas mulheres diabéticas é ainda mais difícil, em ambos os tipos de diabetes (1 e 2). O maior risco é o ganho de peso, que aumenta a chance de desenvolver resistência à insulina, interferindo no controle da diabetes. Para evitar complicações da diabetes na menopausa, descubra o quão variável é sua glicemia (a glicose livre no sangue).

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Dose de medicamentos

Os hormônios femininos progesterona e estrógeno ajudam a manter a estabilidade da diabetes por auxiliarem a controlar a insulina. Mas sabemos que a quantidade desses hormônios diminuem durante a menopausa, com isso, os níveis de açúcar no sangue podem ficar instáveis. Se isso acontecer, será necessário ajustar a dose dos medicamentos para o diabetes.

O cansaço, a tontura e o calor

Os sintomas da menopausa podem ser confundidos com os da diabetes alterada. As tonturas e ondas de calor na menopausa, por exemplo, podem ser confundidas com a hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue).

O desânimo e o cansaço, comuns na menopausa, podem se confundir com o cansaço que o nível alto de açúcar provoca. O controle e o conhecimento sobre o assunto fará com que a mulher consiga diferenciar os sintomas das duas situações.

Alterações na sexualidade

Em mulheres diabéticas, pode haver falta de libido e do orgasmo, pois a doença em si afeta as células nervosas de todo o corpo, incluindo as sensações gostosas em zonas que estimulam o prazer, como a vagina.

Na menopausa, a perda de estrogênio causa secura vaginal, podendo gerar dor e desconforto na relação sexual. Então, na menopausa em mulheres diabéticas, as duas situações podem acontecer e merecem cuidados médicos.

Risco de infecções

As altas concentrações de açúcar sanguíneo podem aumentar o desenvolvimento de bactérias, principalmente as infecções vaginais e urinárias. E, sendo os níveis de açúcar no sangue maiores na menopausa, consequentemente, os riscos de infecções em mulheres diabéticas também aumenta.

Osteoporose

Na menopausa, as mulheres tendem a ficar sedentárias, e a diminuição da densidade óssea ocorre naturalmente. Somando-se sedentarismo e menor densidade óssea, o resultado são ossos fragilizados, podendo levar à osteoporose.

Os diabéticos tipo 1 possuem menor massa óssea se comparados com pessoas da mesma idade sem a doença. Assim, mulheres diabéticas na menopausa possuem maior chance de desenvolver osteoporose.

Doenças cardíacas

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Doenças cardíacas e o acidente vascular cerebral.

Tanto a menopausa quanto a diabetes elevam o risco de aterosclerose (saturação dos vasos sanguíneos), aumentando a chance de sofrer acidente vascular cerebral (AVC) e ataque cardíaco.

Estudos recentes mostraram que a reposição hormonal em mulheres diabéticas na menopausa pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas e AVC, portanto, não é recomendada a reposição hormonal preventiva em mulheres diabéticas. Especialistas recomendam que as mulheres diabéticas tomem a menor dose de hormônios possível para amenizar os sintomas da menopausa.

Cabe aqui ressaltar, que suplementos de Ômega 3 e Ômega 6 podem ser indicados na prevenção dos riscos cardíacos, da osteoporose e também dos calorões da menopausa.

Relação entre a menopausa e o tratamento da diabetes

Primeiro é necessário saber que mulheres diabéticas costumam entrar mais cedo na menopausa. A seguir, relendo e organizando os itens anteriores, é importante que, ao chegar próximo à idade da menopausa, as diabéticas conversem com o ginecologista e também com o endocrinologista que acompanha sua diabetes.

Dessa forma, num primeiro momento se oriente com relação a possíveis riscos cardiovasculares (cheque também os casos na família) e fique atenta aos riscos de osteoporose. A seguir, converse com os médicos sobre a possibilidade de problemas com infecções recorrentes, alterações no humor e na libido.

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