Mudanças psicológicas na mulher após os 50

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As mudanças psicológicas na mulher após os 50 anos, estão vinculadas ao amadurecimento corporal, bem como aos acontecimentos sociais que circundam a sua vida. A bagagem de experiências anteriores, também influencia quando o sexo feminino chega nessa fase da vida.

Compreender o que desencadeia o arcabouço de emoções e sentimentos é fundamental para se obter um direcionamento, todavia, é de suma importância levar em conta a vivência singular, pois essa recorre refletirá na maneira como são expressados esses conteúdos, bem como o mecanismo escolhido para lidar com essas mudanças.

É complexo? Sim, entretanto, é muito significativo entender quais são essas mudanças psicológicas na mulher após os 50 anos, pois caso elas venham a interferir nos relacionamentos, deve-se buscar alternativas e novas perspectivas para amenizar o sofrimento psíquico para que não ocorra a psicossomatização.

reposicao-hormonalLabilidade emocional

O estado de lábil emocional, conhecido também como instabilidade das emoções, é uma das alterações psicológicas mais frequentes em mulheres após os 50 anos, isso porque é normalmente o período em que o sexo feminino adentra a fase da perimenopausa. As mudanças psicológicas são mais exacerbadas, devido ao agravamento da oscilação hormonal. Vale ressaltar que esse período pode ocorrer cinco anos mais cedo, ou até cinco anos após a mulher completar meio século de existência.

“Nos períodos em que há variações importantes nos níveis dos hormônios, há maior vulnerabilidade a transtornos psíquicos de forma geral, sejam eles depressivos ou ansiosos. Isso inclui os períodos pós-parto, pré-menstrual, perimenopausa e pode estender-se até um ano após a menopausa.”       

-José Rennó Jr., Psiquiatra.

É muito recorrente o relato das alterações de humor dentro de algumas horas. Existe até mesmo uma dúvida de que se está sofrendo de uma bipolaridade, mas para se obter o diagnóstico, ou não de um transtorno bipolar deve-se consultar com um psiquiatra e/ou com um psicólogo. É recomendável também, procurar um ginecologista, para investigar como estão os estoques das hormonas sexuais no organismo.

Irritabilidade

A irritabilidade como elemento das mudanças psicológicas na mulher após os 50 anos, pode estar vinculada ao climatério devido a oscilação hormonal. É notado o desencadeamento desse sentimento, através de duas ordens: primária e secundária. Entenda:

Irritabilidade de primeira ordem

É definido como irritabilidade de primeira ordem, quando o sentimento é liberado após um desequilíbrio das hormonas que estão envolvidas no processo de emoções e sentimentos do espectro positivo.

Irritabilidade de segunda ordem

A irritabilidade de segunda ordem é quando, ocorre um desequilíbrio hormonal, que desencadeará um primeiro sintoma (ex: ressecamento vaginal), e como consequência a mulher fica irritável, ou seja, o fato de ter a vida sexual, e o bem-estar afetados por um sintoma, pode gerar a irritabilidade.

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Tristeza

A tristeza pode representar apenas uma adversidade do dia a dia, ou sinalizar algo mais grave, como um sintoma desencadeado pela depressão. Inúmeros são os acontecimentos e fatores que podem gerar essa emoção. A síndrome do ninho vazio, pode ser uma grande precursora da tristeza caso não se faça a elaboração do luto (perda) e ressignificação das emoções com a saída dos filhos de casa.

Se afastar, mesmo que apenas simbolicamente de quem se depositou tanto afeto e amor gera muita tristeza, podendo até mesmo acarretar em um quadro depressivo. O divórcio pode ser também um gatilho para as mudanças psicológicas na mulher após os 50 anos, não ter mais a presença do cônjuge para dividir os dilemas pode afetar o equilíbrio psicológico.

A morte dos pais impacta drasticamente nessa fase da vida, pois lidar com a perda eminente, ou com o fim anunciado não é um processo nada fácil, e tende a ser doloroso, e pode deixar muitas mulheres em situação de alerta, com disposição para desenvolver uma disfunção psíquica resultante desses acontecimentos fatídicos que estabelecem a demanda por mudança.

“Há fatores psicossociais preponderantes que marcam esse período e podem estar na gênese dos transtornos psíquicos. Por exemplo, a mulher que tinha uma vida socialmente ativa e se dedicou plenamente à família e à educação dos filhos, de repente se depara com os filhos crescidos, saindo de casa, e vive a síndrome do ninho vazio. Além disso, a relação conjugal pode estar passando por transformações que exigem diálogo para reconstruí-la em novos moldes.” 

-José Rennó Jr., Psiquiatra.

Mudanças corporais

Se deparar com o corpo que não apresenta mais as características “sinonimas de jovialidade”, podem colaborar para o desencadeamento de mudanças psicológicas. Muito dessa pressão é decorrente da sociedade que oprime as mulheres incitando-as para que tenham uma estrutura corpórea dentro dos padrões determinados. O que é cruel, pois deixa o sexo feminino a mercê dos transtornos alimentares, e de outros distúrbios.

“Dependendo de seu arcabouço psicológico, recursos internos e personalidade, essa mulher irá elaborar de forma construtiva ou não as modificações que estão ocorrendo em sua vida.”

-José Rennó Jr., Psiquiatra. 

Desânimo

O desânimo pode ser a pontinha do iceberg de algo maior. As oscilações provindas do climatério, bem como o quadro sintomatológico desse período de mudanças na vida da mulher, pode deixá-la desanimada e sem estímulos. A jornada dupla, muita vezes tripla do sexo feminino também colabora para o aparecimento do desânimo, da fadiga e do estresse.  Normalmente os gatilhos disparam em sequência, ou são reflexos de outros sinais.

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Eu já passei por tudo isto uns 5 anos antes pois tive menopausa precoce, e o que me ajudou e mudou o quadro foi buscar a Deus, pois foi ele que nos criou e o único que nos entende. Comecei a ir a igreja Universal e participar das reuniões que são verdadeiras injeções de ânimo, fui muitas vezes sem vontade alguma e voltava de lá sendo outra pessoa, parecia que deixava um caminhão de peso lá. Superei com a fé e buscando a Deus. Parece que foi o melhor remédio que tomei na vida, assim como a gente toma remédio sem gostar, eu fui na igreja sem vontade ou ânimo, me arrastando e acreditem cada esforço valeu a pena!!! Fiquei totalmente renovada!!! Um verdadeiro antídoto para estas crises.Ainda que sejam normais e que fazem parte deste período, acreditem a fé muda tudo!

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