5 efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa

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Efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa podem ser perigosos! Entenda o que ela faz e conheça um tratamento natural para isso.
Efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa podem ser perigosos! Entenda o que ela faz e conheça um tratamento natural para isso.

Quais são os efeitos colaterais da Reposição hormonal? Acredite, existes muitos, mas vamos listar os 5 principais nesta matéria.

Quando a mulher atinge a fase madura, não dá para fugir de um tema bastante controverso: a pré menopausa, o climatério e seus temidos sintomas. Durante essa fase, caracterizada pela última menstruação da mulher e o fim do seu período fértil, é comum sentir alguns sintomas, como secura vaginal, ondas de calor, suores noturnos, diminuição da libido, insônia, diminuição da atenção e memória, e depressão.

Para reverter esse quadro, muitas mulheres procuram a reposição hormonal para tratar a menopausa. Apesar de ser indicada por alguns médicos e já utilizada por mulheres em todo o mundo, essa terapia vem chamando a atenção de especialistas pelos inúmeros casos de contraindicações oferecidas à saúde da mulher.

Enquanto profissionais insistem em dizer que esse recurso é adequado para minimizar os sintomas da menopausa, outros médicos e estudiosos defendem que cada mulher possui características únicas, e que se diferenciam em cada tipo de tratamento dessas manifestações, não sendo indicada por conta dos efeitos colaterais da reposição hormonal.

De fato, qualquer tratamento que envolve altas doses de hormônios pode significar mudanças sérias no organismo das mulheres que são submetidas a ele. Portanto, para saber mais sobre como esses hormônios podem agir no seu organismo, confira nesse artigo cinco efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa.

Nova distribuição da gordura corporal e retenção de líquidos

Naturalmente, com o envelhecimento, tendemos a engordar mais e a acumular mais gordura — as mulheres, principalmente. Antes da menopausa, enquanto os hormônios estão funcionando corretamente, a mulher tende a acumular gordura nos quadris, glúteos e coxas, dando ao corpo o aspecto cheio de curvas.

Após a menopausa, o acúmulo de gordura já se dá principalmente entorno da cintura e no abdome, o que incomoda muitas mulheres. Com a terapia hormonal, os excessos de gordura passam a se depositar novamente nas mamas, quadris e glúteos, o que pode dar uma falsa impressão de ganho de peso. No entanto, o tratamento também pode acarretar em uma retenção de líquidos corporais.

Quando a menopausa chega, a pele fica mais fina e ressecada, e as unhas e cabelos ficam opacos e quebradiços — tudo isso se deve à falta de hidratação e queda de hormônios. Diante disso, o tratamento de reposição hormonal tem como um dos objetivos devolver um pouco dessa hidratação, mas, se mal regulado, pode causar uma retenção de líquidos e deixar a mulher inchada e desconfortável.

Justamente por esse motivo, é interessante optar por tratamentos alternativos.

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Aumento nos riscos de doenças cardíacas e pressão alta

Antes de estudos serem concluídos, acreditava-se que a reposição hormonal só traria vantagens para as mulheres de meia-idade — afinal, elas se sentiam mais dispostas e jovens com a alta dosagem de hormônios. Ela pode ser realizada somente com estrógeno ou estrógeno associado à progesterona.

Quanto a isso, sabe-se que o estrógeno tem efeito protetor sobre os ossos, uma vez que suprime sua reabsorção, prevenindo a perda óssea e o risco de fraturas. Assim, os índices de osteoporose diminuíram, e, curiosamente, o risco de câncer de cólon também.

No entanto, um estudo realizado pela Women’s Health Initiative em 1992 concluiu que o aumento da dosagem de estrogênio utilizado na terapia de reposição hormonal pode causar nas mulheres uma propensão maior às doenças cardíacas (cerca de 29%) e também à hipertensão. A alteração hormonal (elevação) nas mulheres tratadas também gerou um aumento de 41% em derrames cerebrais, quase 30% de câncer nas mamas e 113% no risco de embolias pulmonares.

Diante disso, desde a publicação do estudo os médicos não defendem a reposição hormonal para tratar a menopausa. Raros são os casos em que a intervenção hormonal é mais benéfica que seus riscos, e, quando realizada, são empregadas doses de estrógeno e progesterona muito menores, e em tempo limitado.

Portanto, é interessante buscar opções naturais e que não prejudicam a saúde da mulher — aproveite para entender melhor as diferenças entre a reposição hormonal e as terapias naturais!

Propensão ao desenvolvimento de câncer de mama e útero

A associação entre a terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento do câncer de mama ainda é um assunto muito pesquisado por médicos do mundo todo. Isso porque essa ligação tem se mostrado bastante forte, pois os hormônios femininos agem diretamente nas células mamárias, podendo forçar uma multiplicação intensa, aumentando os riscos de desenvolvimento de nódulos na região.

O fato foi comprovado por uma pesquisa desenvolvida em 1973, chamado Projeto da Droga Coronária. No estudo, alguns homens voluntários receberam doses de estrógeno para que o efeito fosse avaliado em seu organismo. O processo resultou em ginecomastia, ou seja, um aumento das glândulas mamárias masculinas, além de alguns casos de trombose. Isso ocorre porque o estrógeno estimula a cascata de coagulação e a fibrinólise, o que pode acarretar na formação de êmbolos e trombos na circulação sanguínea.

Portanto, quanto mais tempo a mulher é submetida ao tratamento, maiores são os riscos de apresentar esses efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa. Em 1995, o respeitado jornal New England Journal of Medicine publicou outro estudo comprovando que mulheres tratadas com reposição hormonal por mais de cinco anos têm de 30% a 40% mais chances de desenvolver câncer de mama e útero.

E essa porcentagem ainda aumenta para 70% em mulheres de faixa etária entre 60 e 70 anos — situação que pode significar maiores riscos para a saúde da mulher. Portanto, é recomendável consultar seu médico sobre o assunto antes de se decidir.

Náuseas frequentes, dores de cabeça e fadiga

Como vimos, o estrógeno é um hormônio feminino que apresenta importante papel na regulação do organismo, e não somente na reprodução. Ele participa do metabolismo do cálcio, por exemplo, visto que possui funções essenciais em sua absorção e reabsorção. Diante disso, o consumo de novos medicamentos, especialmente hormonais, pode causar desequilíbrios no funcionamento do corpo, porque a dosagem de hormônio da terapia artificial nunca será idêntica àquela que seu corpo produzia anteriormente.

Desse modo, as reações bioquímicas e as mudanças que a terapia hormonal artificial causa no corpo podem afetar o trato gastrointestinal e causar náuseas e dores abdominais. Além disso, elas podem agir sobre o sistema nervoso central e seus órgãos, causando dores de cabeça. Todos esses sintomas, em conjunto, atrapalham o dia a dia da mulher, que se sente cansada e fadigada mais rapidamente do que antes.

A menopausa já é, por si só, um período estressante e de difíceis adaptações, e os efeitos colaterais da reposição hormonal podem agravar ainda mais esse quadro. Isso porque causa uma transformação completa no organismo, já que os hormônios voltarão a regular funções do corpo que já tinham parado seu funcionamento lentamente.

Corrimento, sangramento vaginal e dores nos seios

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Já dissemos que o envelhecimento desencadeia mudanças na estrutura corporal da mulher. Além do acúmulo de gorduras, a vagina envelhece e sua musculatura fica mais frágil e flácida, assim como a pele e glândulas associadas — e esse é um dos motivos relacionados à dores na relação sexual, visto que a lubrificação e a libido diminuem. Além disso, os seios, antes densos, diminuem de tamanho e densidade. Trata-se de um processo natural, que ocorre com todas as mulheres após a menopausa.

Contudo, com os tratamentos com reposição de hormonal, o corpo, antes acostumado com hormônios endógenos e cíclicos, passa a receber hormônios sintéticos e estranhos ao funcionamento do organismo. Assim, durante essa reposição hormonal, a mulher também pode manifestar sangramentos e corrimentos não habituais na sua região genital. Esses quadros clínicos ocorrem porque o canal vaginal fica mais sensível e bastante suscetível a essas alterações hormonais.

Algumas mulheres relatam também um aumento na sensibilidade dos seios, que pode ocorrer devido ao aumento do nível de hormônios no sangue (que antes tinha declinado) fazendo os seios se tornarem densos novamente. E esse processo pode, como já dissemos, propiciar a formação de alguns nódulos.

Portanto, para a mulher que chega à fase da menopausa é importante procurar a maior quantidade de informações possível, para que ela possa decidir qual é o melhor tratamento para minimizar os sintomas dessas alterações hormonais naturais.

Tratamento natural para a menopausa

Uma alternativa que tem se mostrado interessante e satisfatória para muitas mulheres é o tratamento natural para controlar os sintomas da menopausa. Esse tipo de tratamento é realizado em meio a produtos naturais com base de essências naturais como a soja, por exemplo, e não apresentam aqueles efeitos colaterais da Reposição Hormonal na menopausa.

E para as mulheres que não desejam fazer um tratamento convencional, pode-se fazer somente o tratamento dos sintomas. Quanto a isso, apostar em uma dieta balanceada, exercício físico e atividades de lazer são medidas que podem aumentar bastante a sua autoestima e bem-estar! Além disso, os sintomas isolados — como a sudorese noturna, por exemplo — podem ser aliviados de forma simples, com um banho mais fresco antes de deitar.

Já conhecia esses efeitos colaterais da reposição hormonal na menopausa? Já sofreu com algum deles? Conte para a gente, compartilhe suas experiências!

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