Hipoestrogenismo: os sinais da baixa de estrogênio

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Hipoestrogenismo | Istock

Já ouviu falar em hipoestrogenismo? Descubra os reflexos dessa baixa hormonal no organismo feminino!

O que é hipoestrogenismo?

O hipoestrogenismo é caracterizado pela baixa nos níveis do principal hormônio sexual feminino no organismo, o estrogênio (estradiol, estriol e estrona), por um problema na sua produção.

Causas

Ele é mais comumente encontrado em mulheres pós-menopáusicas, com insuficiência ovariana prematura ou sofrendo de amenorreia, porém, também está associado à hiperprolactinemia e ao uso de análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) no tratamento da endometriose. Também tem sido associada a escoliose e mulheres jovens com diabetes tipo 1.

Se essa baixa ocorrer no período de desenvolvimento, pode causar problemas, como: diferenças nas mamas, nos genitais, no trato urinário e na pele.

O hipoestrogenismo pode ser desencadeado por fatores externos, mas também é inerente ao envelhecimento feminino. A menopausa é um grande exemplo do problema, onde o corpo vai gradualmente parando de fabricar estrogênio.

Isso causa então os sintomas tão citados por mulheres nesse período, sendo:

“Aproximadamente seis meses antes da última menstruação, o hipoestrogenismo é acentuado em virtude da pequena quantidade de folículos que sofrem estimulações, não ocorre ovulação e se instala a amenorreia. Nessa ocasião a taxa plasmática de estradiol é da ordem de 20 a 30 pg/ml e a de FSH é acima de 35 mUI/ml (a inibina não é rotineiramente dosada mas é baixa, inferior a 35 mUI/ml) caem a androstenediona e a testosterona (abaixo de 15 mg/ml). “

Grupo Editorial Moreira Jr.

Tipos de hipoestrogenismo

  • Hipogonadismo hipogonadotrópico: causado por hiperandrogenismo, lactação, certos medicamentos (androgênios, esteróides anabolizantes, progestagênios, liberadores de prolactina, análogos de GnRH), dano na glândula pituitária, no hipotálamo ou hipogonadismo hipogonadotrófico isolado (como síndrome de Kallmann, síndrome CHARGE e insensibilidade ao GnRH).
  • Hipogonadismo hipergonadotrófico: ocorre devido à menopausa, falência ovariana prematura, certos medicamentos (como inibidores da aromatase, inibidores da CYP17A1), insensibilidade à gonadotrofina ou erros inatos do metabolismo de esteróides (como deficiência de aromatase, deficiência de 17α-hidroxilase, deficiência de 17,20-liase , Deficiência de 3β-hidroxiesteróide desidrogenase e enzima de clivagem da cadeia lateral do colesterol ou deficiência de proteína reguladora aguda esteroidogênica).

Hipoestrogenismo e a osteoporose

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Hipoestrogenismo | Imagem por: Istock

Como dito anteriormente, a menopausa é um dos grandes exemplos de baixa estrogênica, e isso interfere na saúde óssea, como apontam especialistas.

“O maior índice de osteoporose em mulheres é no período da menopausa e pós-menopausa devido a alterações hormonais que ocorrem quando se inicia o climatério e as gônadas deixam de produzir estrogênio e progesterona. Essa perda de hormônios, principalmente do estrogênio, causa a perda de massa óssea, pois, esse hormônio estimula os osteoblastos, inibe os osteoclastos e aumenta os níveis de paratormônio (PTH), levando à descalcificação dos ossos e eliminação do excesso de cálcio através da urina.”

FERNANDO et al, 1999; LIANZA,1982; AIRES, 2008

Tratamentos

“A queda do estrogênio leva a algumas mudanças no organismos seja fisicamente ou de modo metabólico. A presença do hipoestrogenismo dependendo da fase reprodutiva nem sempre significa doença. Porém como este hormônio participa de várias funções no organismo é muito importante ter uma boa avaliação com seu médico que saberá como proceder em cada caso, e assim diminuir o risco de doenças relacionadas ao hipoestrogenismo.”

— Dra. Kelly Fernandes de Vaconcelos, ginecologista

A reposição hormonal pode ser indicada pelo médico nas fases iniciais da vida, porém, quando a mulher já se encontra na fase da menopausa, isso pode ser um risco, já que:

  • propicia a retenção de líquido;
  • estimula o acúmulo de gordura nas mamas, no abdômen, nos glúteos e nos quadris;
  • eleva a chance de câncer de mama em até 30%;
  • afeta o intestino e o sistema nervoso, podendo desencadear sintomas como: náuseas, dores de cabeça e fadiga;
  • pode gerar sensação de cansaço;
  • pode elevar em até 40% o risco de doenças cardíacas, 41% derrames cerebrais e 113% embolias pulmonares;
  • é capaz de aumentar a sensibilidade vaginal, gerando corrimento e sangramentos.

Algumas alternativas à reposição hormonal podem estimular a produção natural de estrogênio pelo corpo, não gerando riscos, principalmente com elementos como óleo de prímula, óleo de linhaça, gérmen de soja, ácidos graxos (ômegas 3,6 e 9), flavonoides, etc.

Gostou de saber mais sobre o hipoestrogenismo? Está sofrendo com este problema? Deixe seu comentário aqui no Saudável e Feliz!

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