Lúpus: a doença que atinge mais 150 mil pessoas por ano no Brasil

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Lupus

Ultimamente tem se discutido e abordado muito sobre o lúpus, uma doença autoimune complexa e ainda sem cura. As pesquisas clínicas ainda não conseguiram explanar com muita clareza sobre a moléstia, tanto que não existe um exame específico para identificar de imediato sua ação.

O diagnóstico do lúpus ocorre com base nos sintomas apresentados e através de alguns exames clínicos, entretanto, cada pessoa apresenta variações dos sinais, e, que por sua vez, pode se confundir com os sinais de qualquer outra doença.

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Cabe aos especialistas realizarem uma verdadeira inferência clínica em cada pessoa, a fim de, identificar e esclarecer se o individuo está sendo acometido.

O que é o lúpus?

Algumas pessoas conhecem como LES que é a sigla para lúpus eritematoso sistêmico. O lúpus é um distúrbio crônico que faz o nosso organismo (para ser mais específico o nosso sistema imunológico), criar anticorpos em demasia para combater nenhuma ameaça.

O problema é que, o que era para ser uma ação para a proteção de nosso corpo, torna-se a mazela! Pois, os anticorpos em excesso passam a atacar o próprio organismo, ocasionando inúmeros danos para os órgãos afetados.

O distúrbio pode afetar os nossos pulmões, rins, pele e articulações, bem como, em alguns casos o cérebro e o coração.

A correlação entre o lúpus e as mulheres

A correlação entre o lúpus e as mulheres está intrínseca ao estrogênio, um hormônio feminino fundamental para o desenvolvimento do organismo, todavia, ele é um agente facilitador das respostas autoimunes. A jornalista Carolina Carettin, esclarece mais sobre essa relação, veja:

“Segundo Emília Inoue Sato, professora titular de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria das doenças autoimunes afetam mais mulheres do que homens por conta da presença do hormônio feminino, o estrogênio. “Ele facilita a resposta autoimune, ou seja, o sistema imunológico passa a reconhecer como estranhos, antígenos (proteínas ou parte de células) que são próprios e reage produzindo anticorpos contra as estruturas”. Sato afirma também que não como identificar um desencadeante para a doença, porém é reconhecido que a exposição solar, algumas infecções virais, o uso de anticoncepcionais a base de estrógeno e até o estresse podem desencadear o lúpus.”

– Lado M, Carolina Carettin, Jornalista.

Estima-se que 90% dos casos da doença ocorram em mulheres na faixa etária entre 15 e 45 anos, pois nesse período não ocorreu ainda, a baixa do hormônio sexual feminino resultando com isso, na menopausa.

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Mancha na região das maçãs do rosto em forma de borboleta.

Sintomas

É de suma importância ter o conhecimento dos sintomas, pois essa atitude fará toda a diferença no diagnóstico, portanto, ao presenciar algum desses sinais, procure um médico:

  • Manchas vermelhas na pele (atenção para as manchas que aparecem na região das maçãs do rosto, que formam a asa de uma borboleta);
  • Inchaço ou dificuldade para urinar (resultado da inflamação dos rins);
  • Secura ou feridas na boca;
  • Anemia e/ou perda de apetite;
  • Fadiga e/ou mal-estar;
  • Febre;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Queda de cabelos;
  • Dores e inchaços nas articulações;
  • Psicose;
  • Convulsões;
  • Perda de peso;
  • Síndrome do olho seco;
  • Dor de cabeça, no peito ou em outros músculos;
  • Sangue na urina;
  • Dor ao respirar.

O tratamento do Lúpus

Conforme foi mencionado na matéria, a doença é crônica – sem cura. O tratamento consiste em mitigar as ações inflamatórias no organismo, bem como, em alguns casos faz se necessário diminuir a ação dos anticorpos.

Esses remédios que diminuem a ação dos anticorpos, são chamados de imunossupressores, entretanto, o medicamento (imunossupressores) que é o balsamo para o comportamento desregulado do organismo, também é o algoz, pois, deixa o corpo sem suas defesas. Ele fica a reveria de outras doenças oportunistas.

Os especialistas recorrem aos anti-inflamatórios, corticoides, cloroquina e metrotrexato. Vale ressaltar que em alguns casos, caso ocorra o comprometimento do rim, devido à inflamação aguda, os especialistas podem recorrer ao transplante do órgão.

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Prevenção

Como qualquer outra doença, existem hábitos e comportamentos que podem colaborar com a prevenção da moléstia, ou diminuir a possibilidade de ativar a ação delas em nossos corpos e, com o lúpus não é diferente! Evite a exposição ao sol, pois os raios UVB estão atrelados ao “despertar” da doença.

Outro cuidado que as mulheres com lúpus devem se atentar, é em relação ao consumo de açúcar, bem como, de gordura, isso por que, os medicamentos utilizados no tratamento acabam aumentando os índices de colesterol, triglicerídeos e glicemia no organismo. Portanto, cautela para com os alimentos ingeridos, mantenha o hábito de comer refeições saudáveis.

Manter uma rotina regular de atividade físicas também é válido! Pois, as atividades físicas ajudam o corpo a se fortalecer contra as ameaças internas e externas.

O acolhimento psicológico

As mulheres que sofrem com os males da doença, precisam muito ressignificar o sofrimento, bem como, necessitam do acolhimento da família e de um psicólogo, a fim de melhorar as condições emocionas e psíquicas e, evitar  o surgimento de moléstias psicoemocionais.

“O acompanhamento psicológico desses pacientes também é muito importante. Ao ser acometida por uma doença autoimune crônica, a pessoa passa a lidar com a fragilidade da condição humana, além da imprevisibilidade e estranhamento de seu próprio corpo. Fases de crise podem ser vivenciadas desde o início dos sintomas até a definição do diagnóstico e tratamento, necessitando de adaptação e aprendizagem de como lidar com sintomas e procedimentos terapêuticos, para que haja melhor reorganização da vida cotidiana e social.”

-Débora Yumi Ferreira Kamikava, Psicóloga clínica e hospitalar.

O conhecimento é a nossa melhor arma contra qualquer doença! Portanto, compartilhe e não se esqueça de deixar o seu comentário.

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