Doação de órgãos: como é este processo que pode salvar vidas?

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Muitas pessoas não possuem informações suficientes sobre a doação de órgãos e nem sabem que alguns deles podem ser doados quando o cidadão ainda está vivo.

Mitos sobre a doação de órgãos

De acordo com a United Networks for Organ Sharing (UNOS) e a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), os maiores mitos sobre a doação de órgãos são:

1- “Se os médicos do setor de emergência souberem que você é um doador, não vão se esforçar para salvá-lo.”

Se o paciente está ferido ou doente e deu entrada em um hospital, a prioridade sempre será salvar sua vida. A doação de órgãos somente será considerada após o óbito e ainda é necessário o consentimento da família.

2- “Quando você está esperando um transplante, sua condição financeira ou seu status é tão importante quanto sua condição médica.”

Quando se está na lista de espera por um órgão, o que realmente conta é o nível de gravidade da sua doença, tempo de espera, tipo sanguíneo e outras importantes análises médicas.

3- “Necessidade de qualquer documento ou registro expressando minha vontade de ser doador.”

Não existe necessidade de registro ou documentação, apenas é necessário que se informe à família sobre o desejo de ser doador de órgãos.

4- “Somente corações, fígados e rins podem ser transplantados.”

Os órgão que podem ser doados são: coração, pulmões, rins, fígado, intestinos e pâncreas. Dentre os tecidos que podem ser doados, incluem-se: córneas, tendões, pele, valvas cardíacas e ossos.

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Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

5- “Seu histórico médico acusa que seus órgãos ou tecidos estão impossibilitados para a doação.”

Em caso de óbito, médicos especializados ficam responsáveis por fazer uma revisão de seu histórico médico, determinando se você está ou não possibilitado para ser um doador. Lembrando que com os avanços recentes da tecnologia, no setor de transplantes, muito mais pessoas podem doar.

6- “Você está muito velho para ser um doador.”

A idade não interfere na possibilidade da doação, o que realmente importa é se sua condição médica está boa, e se os seus órgãos e tecidos estão conservados. Tudo isso é determinado por um médico.

7- “A doação dos órgãos desfigura o corpo e altera sua aparência na urna funerária.”

Os órgãos doados são retirados por meio de cirurgia, numa operação comum, semelhante a uma cirurgia de vesícula biliar ou de retirada de apêndice.

“Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes, sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.”

— Hospital Israelita Albert Einstein

8- “Sua religião proíbe a doação de órgãos.”

Todas as religiões aprovam a doação de tecidos e órgãos, considerando um gesto de caridade.

O que é um doador vivo e o que ele pode doar?

O doador vivo é uma pessoa que pode doar um órgão a um paciente que esteja necessitando. Para se tornar doadora, a pessoa precisa passar por exames e uma rigorosa investigação clínica, com exames laboratoriais e de imagem, verificando se a mesma está apta à doação, com boas condições de saúde, para que não haja risco nem para o doador e nem para o receptor.

Do ponto de vista da lei, parente de até quarto grau e cônjuges podem realizar a doação em vida. Já para quem não é parente, essa doação só pode ser feita através de autorização da justiça.

“O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.”

— SUS

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Por que existem poucos doadores?

Um dos principais motivos para o baixo índice de doadores é que na maioria das vezes os parentes não autorizam a doação. Atualmente, aproximadamente metade das famílias não concorda em que sejam doados órgãos e tecidos do parente falecido.

No ano de 2014, mais de 27.000 pacientes estavam na lista de espera por um transplante de órgão e aproximadamente 11.000 aguardavam por um transplante de córnea. No ano morreram mais de 36.000 pessoas por Acidente Vascular Cerebral ou traumatismo craniano, sendo que em muitos desses casos a pessoa poderia ter sido um doador potencial.

Para mais informações, você pode ligar no número 136 do Disque Saúde, a ouvidoria geral do SUS.

Doar órgãos pode salvar milhares de vidas e trazer alegria a um número inestimável de pessoas. Se você é doador, já recebeu um transplante ou conhece alguém que recebeu, deixe seu comentário aqui no Saudável e Feliz!

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