O que é arritmia? Descubra o que pode acontecer com o coração!

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o que é arritmia

De acordo com o dicionário, a arritmia é uma falta de regularidade ou constância, ou seja, uma alteração no ritmo. Imagine então essa condição num sistema do corpo, mais precisamente, nos batimentos do coração. A essa mudança na frequência, dá-se o nome de arritmia cardíaca.

Quando os impulsos elétricos do coração não funcionam corretamente, isso gera pulsações aceleradas (taquicardia), lentas (braquicardia) ou até mesmo varia entre elas.

Desde recém-nascido até os dois anos, a frequência cardíaca normal fica entre 120 a 140 bpm (batimentos por minuto), dos 8 até a fase adolescente, 80 a 100, na vida adulta sedentária 70 a 80 bpm e em idosos 50 a 60 bpm.

Estabelecendo uma média, a frequência cardíaca que pode-se considerar normal fica entre 60 e 100 batimentos.

Para quem pratica atividade física, estes números costumam ser mais precisos, como podemos observar abaixo:

HOMENS entre 18 e 25 anos entre 26 e 35 anos entre 36 e 45 anos
Excelente 49 a 55 batimentos por minuto 49 a 54 batimentos por minuto 54 a 59 batimentos por minuto
Boa 57 a 61 batimentos por minuto 57 a 61 batimentos por minuto 60 a 62 batimentos por minuto
Abaixo da média 71 a 73 batimentos por minuto 72 a 74 batimentos por minuto 73 a 76 batimentos por minuto

 

MULHERES entre 18 e 25 anos entre 26 e 35 anos entre 36 e 45 anos
Excelente 54 a 60 batimentos por minuto 54 a 59 batimentos por minuto 54 a 59 batimentos por minuto
Boa 61 a 56 batimentos por minuto 60 a 64 batimentos por minuto 62 a 64 batimentos por minuto
Abaixo da média 74 a 78 batimentos por minuto 75 a 76 batimentos por minuto 74 a 78 batimentos por minuto

Tipos de arritmia

  • Fibrilação auricular ou palpitação;
  • obstrução arterial ou bloqueio átrio-ventricular;
  • taquicardia atrial multifocal;
  • TPSV  (Taquicardia Paroxística Supraventricular);
  • taquicardia por reentrada nodal;
  • WPW (Síndrome de Wolff-Parkinson-White);
  • Síndrome do Nó Sinusal;
  • fibrilhação ventricular;
  • taquicardia ventricular (ritmo acelerado do coração, que se origina nos ventrículos).
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Imagem por: Giphy

O que causa arritmia?

“Cafeína, fumo, álcool e outras drogas estimulantes (legais ou ilícitas) podem desencadear batimentos extras tanto nos átrios quanto nos ventrículos.”

— Dr. Drauzio Varella

Sintomas da arritmia

  • dor no peito;
  • desmaio ou tontura;
  • palpitações;
  • ritmo cardíaco lento ou acelerado;
  • falta de ar.

Como medir a frequência dos batimentos cardíacos?

Para medir corretamente a frequência cardíaca, podemos colocar os dedos indicador e médio na região do lado do pescoço, onde sentimos os batimentos do coração, fazendo a contagem de quantas pulsações são notadas no decorres de 1 minuto.

Também pode-se fazer um cálculo contando batimentos até 15s, multiplicando o resultado por quatro.

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Dependendo do caso, se for ao médico, ele provavelmente vai recomendar uma bateria de exames. A avaliação clínica e o eletrocardiograma podem indicar se é necessário uma investigação mais a fundo ou não. Se houver alterações, é dada a devida continuidade na observação da doença, analisando se o problema se desencadeou diretamente no coração ou no impulso elétrico, se o paciente possui doença isquêmica do coração, se teve ou não infarto, se tende a sofrer uma isquemia ou se tem insuficiência coronariana.

“Miocardites e miocardiopatias, por exemplo, podem provocar reações inflamatórias no coração. Quando o tecido muscular é agredido, pode ser substituído por uma cicatriz. Ela bloqueia a condução do estímulo elétrico e propicia curtos-circuitos que provocam arritmias, extrassístoles (falhas no batimento) e taquicardias.”

— Dr. Drauzio Varella

Outro meio de investigar mais a fundo a arritmia é através dos seguintes exames: ecocardiograma (ultrassom do coração, o qual permite captar seu tamanho, espessura das paredes e função cardíaca), o teste de esforço (para analisar se existe insuficiência coronariana e como o coração reage em relação ao ritmo durante a atividade física) e um exame que monitora os batimentos do coração durante o dia todo, denominado Holter de 24 horas.

O Holter utiliza um gravador simplório, que memoriza o eletrocardiograma da pessoa durante suas atividades de rotina. Depois, o médico observa estes dados captados pelo eletrocardiograma e compara com os sintomas descritos pela pessoa enquanto utilizava o aparelho, tornando possível descobrir se foram provocados ou não por algum distúrbio rítmico.

Como tratar a arritmia?

“Se necessário, o tratamento inclui medicamentos antiarrítmicos, procedimentos médicos, dispositivos implantáveis e cirurgia.”

— Hospital Israelita Albert Einstein

Um dos tratamentos mais eficazes para a arritmia é ablação por radiofrequência, a qual é realizada por meio de cateteres, por artérias e veias, sem precisar abrir o tórax. Isto faz com que a recuperação seja mais rápida e o paciente possa sair do hospital em no máximo 48 horas após o processo, sendo completamente indolor.

Lembre-se, além de medicamentos, os profissionais também recomendam hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, exercícios físicos (de intensidade regular, para não aumentar ainda mais os batimentos), ingestão de água e relaxamento.

Gostou de saber mais sobre o que é arritmia? Já sofreu como problema? Conte-nos! Deixe seu comentário!

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