3 doenças no sangue mais comuns: descubra como elas afetam o corpo!

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doenças no sangue mais comuns

Existem muitos problemas sanguíneos que afetam a população, mas alguns aparecem com maior frequência. Saiba quais são as doenças no sangue mais comuns e como elas aparecem.

Doenças no sangue mais comuns

1. Anemia

A anemia é uma doença caracterizada por um nível baixo de concentração de hemoglobina no sangue. Ela pode ser causada por rápida destruição de hemácias, falta de glóbulos vermelhos na medula, hemorragia ou produção de glóbulos com baixa hemoglobina. O último motivo citado é o principal causador da anemia, especialmente no período da infância, que ocorre pela falta de ferro no cardápio dos pequenos, já que o ferro é um importante formados da hemoglobina.

O que se altera no organismo?

Quando estamos anêmicos, concluímos que há menos oxigênio sendo enviado para os tecidos e células. Quanto menor o nível de oxigênio disponível, menor a energia fabricada pelas células, por isso costuma-se sentir cansaço, fraqueza e sonolência. Além destes sintomas, o corpo também pode apresentar um atraso no crescimento e imunidade baixa, propiciando outras doenças ou dificultando a recuperação.

Se surgir anemia ferropriva (por falta de ferro), o tratamento consiste no controle do sulfato ferroso, mas não se esqueça: a boa alimentação é o principal método para prevenir esta doença do sangue.

2. Anemia Falciforme

Doenças que passam dos pais para os filhos podem atingir a molécula de hemoglobina, o que também é um fator causador de anemia. A anemia falciforme foi identificada no ano de 1910, por um estudioso que analisou que as hemácias dos que sofriam com a doença tinham um formato semelhante ao de foice. Essa alteração estrutural da hemoglobina gera consequências perigosas.

A forma bicôncava, criada pelo modo em que as moléculas de hemoglobina ficam organizadas, tem seu interior alterado, trazendo o formato de foice, como podemos observar abaixo.

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Doenças no sangue mais comuns – anemia falciforme

A hemácia (eritrócito) falciforme não possui maleabilidade para fazer a passagem em vasos de sangue pequenos, além de ser mais fraca e ter um curto período de vida, sendo mais fácil sua destruição, consequentemente gerando a anemia.

O sangue fica mais pegajoso, o fluxo sanguíneo entre os capilares é afetado e o tecido também sofre com a falta do oxigênio, podendo causar lesões na parede dos vasos e coagular o sangue de forma anormal.

O que se altera no organismo?

Quem sofre de anemia falciforme possui dificuldades circulatórias, o que pode causar fortes dores da região do abdômen, nos músculos ou nos ossos. Além disso, estas pessoas podem pegar infecções bacterianas mais facilmente.

O tratamento engloba normalmente vacina e tratamento preventivo, com base em antibióticos. Esta doença precisa de acompanhamento médico e remédios redutores de sintomas. Ainda não existe uma cura definitiva.

Uma outra alternativa de tratamento é o transplante de medula óssea, mas existem os riscos de complicações e também a dificuldade de se conseguir um doador compatível.

3. Hemofilia

Ao sofrer lesões, o vaso sanguíneo começa um procedimento que tem como objetivo impedir que se perca sangue. Assim, acontecem alterações na musculatura do vaso prejudicado, geradas por substâncias soltas pelas plaquetas, que podem se agregar, formando coágulos. Isso pode ser explicado como uma chuva de reações químicas, desencadeadas por muitos elementos do plasma sanguíneo, nomeados como fatores de coagulação.

As reações do sangue acabam gerando a fibrina, que é uma proteína. As fibrinas se juntam, formando uma rede, que envolve as plaquetas, leucócitos e hemácias, formando o coágulo. Este coágulo para o fluxo sanguíneo no vaso afetado.

“A hemofilia é resultado de uma deficiência genética de algum desses fatores de coagulação. As pessoas com hemofilia têm a coagulação do sangue lenta e sangramentos excessivos. O sangramento nas articulações pode também afetar os ossos, com consequências incapacitantes.”

— Instituto de Biociências da USP

O que se altera no organismo?

Os tipos de hemofilia mais comuns são resultado de alterações nos genes, que estabelecem o “código” dos fatores da coagulação, localizados no cromossomo X.

Pessoas do sexo feminino que têm 2 cromossomos X na mesma célula podem ser portadoras não atingidas das transformações que causam a hemofilia, por exemplo:

“Sou uma mulher e cada célula minha possui dois cromossomos X, um deles está normal e o outro foi afetado. O que está normal gera um fator de coagulação suficiente para que eu não tenha hemofilia.”

Como as mulheres possuem cromossomos XX, são raros os casos em que elas apresentam a doença. O mesmo não se aplica aos homens, já que eles possuem cromossomos XY por célula, e se tiverem o X afetado, acabarão tendo a hemofilia.

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doenças no sangue mais comuns

“I) ferimento expõe o tecido de revestimento > II) forma-se um tampão de plaquetas > III) Rede de fibrina com células aprisionadas do vaso sanguíneo, no qual aderem as plaquetas.”

— Instituto de Biociências da USP

Sintomas e Tratamentos

Casos graves de hemorragia de pessoas que sofrem de hemofilia podem ser tratados através de infusão do fator de coagulação que estiver em falta.

20 anos atrás, o tratamento era feito com transfusão de sangue, mas como era algo frequente, podia acabar contaminando os hemofílicos com doenças como HIV ou Hepatite. Nos dias atuais, o sangue é testado, para analisar se não há agentes causadores de doença, reduzindo riscos.

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Teve alguma das doenças no sangue mais comuns? Como se sentiu? O tratamento foi rápido? Conte-nos aqui no Saudável e Feliz!

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