Menopausa e a perda de colágeno

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A menopausa e a perda de colágeno é uma correlação que quase sempre não associamos. Entretanto, ela é comum e acomete a mulher após os 45 anos de idade. Com a chegada da menopausa o sexo feminino sofre com a baixa da produção do estrogênio e, como consequência diminui-se também, a fabricação de colágeno.

“O colágeno representa cerca de 25% de toda proteína do organismo humano. Sua função é primordialmente estrutural, ou seja, proporciona sustentação às células, mantendo-as unidas, sendo o principal componente protéico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens, ligamentos e tendões.”

-Jocelem Salgado, Vyaestelar.

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É um episódio pertinente apenas no fim da fase reprodutiva? Não! Após os 30 anos nós começamos a perder gradativamente o rendimento de nossa produção (perdemos em média 1% ao ano), todavia, com as mulheres ocorre uma queda brusca que chega a 30% da capacidade (na chegada da menopausa). Essa taxa permanece durante os primeiros cinco anos, e após esse período a baixa fica em torno de 2,1% ao ano.

A conta de subtração de colágeno, não para por aí para as mulheres, pois aos 50 anos os nossos corpos passam a fabricar em média apenas 35% da demanda que os nossos organismos necessitam. É evidente que após meio século de vida mulheres e homens sofrem com a baixa, todavia, as mulheres são as que mais perdem nessa equação.

“O colágeno é produzido normalmente no nosso organismo desde que nascemos. Contudo, quando entramos na fase da maturidade, sua deficiência começa a ser notada, com a diminuição da elasticidade da pele, o aparecimento de rugas e o aumento da fragilidade articular e óssea.”

-Jocelem Salgado, Vyaestelar.

O colágeno e o envelhecimento

Pesquisadores vinculam a baixa da produção do colágeno com o envelhecimento do corpo, pois essa substância (colágeno) é fundamental para garantir a estabilização de todas as células. Não é pouca coisa, um corpo sem a quantidade de colágeno necessária é um corpo flácido, fraco e sem elasticidade, características básicas do que associamos (negativamente) com a velhice.

“Supõe-se que esta seja uma das principais causas do envelhecimento, uma vez que com a diminuição do colágeno os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e ligamentos perdem sua elasticidade e força, e a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. A deficiência de colágeno está também associada com a diminuição da espessura do fio capilar e com a desidratação e perda de elasticidade da pele, culminando em flacidez e no aparecimento de rugas e estrias.”

-Jocelem Salgado, Vyaestelar.

Menopausa e a perda de colágeno

Conforme já foi mencionado, há uma correlação na menopausa e a perda de colágeno, devido ao hormônio sexual estrogênio. Ele é de suma importância na produção dos fibroblastos, que são os responsáveis pela produção de colágeno. Todavia, sofre uma baixa no climatério.

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Exemplificação de uma pele com alta produção e outra com baixa produção de colágeno.

O fato é que, sem o colágeno e sem a proteína chamada elastina, as coisas ficam ainda mais complicadas, isso porque, juntas elas promovem a sustentação da pele. Com a baixa nesses dois elementos, ocorre uma diminuição no fluxo sanguíneo, bem como, as células ficam incapacitadas de reterem a água, resultando no ressecamento e na falta de hidratação da pele.

Esse efeito ainda abaixa a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, fatores que também colaboram com a hidratação e proteção da pele. Uma consequência dessa queda é que a pele fica vulnerável a ameaças externas. Um bom exemplo é a exposição aos raios solares que podem propagar manchas na pele ou até mesmo um câncer de pele. Isso porque, a oleosidade da pele funciona como uma proteção natural, todavia, com a queda do colágeno passamos a ficar mais propensos a esses tipos de mazelas.

Está tudo perdido?

Não, não está tudo perdido! É possível minimizar os impactos da menopausa e a perda de colágeno, até porque, tratar da baixa hormonal refletirá em condições básicas para voltar a produzir colágeno, todavia, não é o suficiente. Após os 50 anos, é reduzida a produção, lembra? Então é importante obter outras formas de suprir essa falta.

Através de suplementos naturais é possível assegurar condições mínimas para produzir os fibroblastos. Todavia, é importante também, realizar a reposição de colágeno, seja por intermédio dos alimentos que ativam a produção dele, ou através de uma suplementação.

Outros cuidados necessários

Os cuidados com a pele perpassam ainda, por uma hidratação interna e externa, consuma bastante água, hidrate com cremes específicos e não se esqueça de passar o protetor solar todos os dias, faça sol ou faça chuva.

Tonificar o corpo também é de grande valia, faça atividades físicas e musculação para manter a musculatura rígida, bem como, deixar os ossos mais fortes. O que acontece quase sempre em nossas vidas, é que com o tempo, passamos a ficar sedentários deixando os nossos corpos obsoletos. O que é um erro! Ter mais de 40 anos não deve ser sinônimo de estagnação. Mova-se!

Gostou de saber o quanto a menopausa e a perda de colágeno estão atreladas? Você está sofrendo com essa baixa? E o que você faz para reverter esse processo? Deixe o seu comentário, participe!

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