Intolerância à lactose e a cólica: qual a relação entre elas?

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intolerância à lactose e a cólica

Já sentiu um desconforto ao consumir leite ou derivados? Você não é a única! Veja abaixo a relação da intolerância à lactose e a cólica e como isso pode interferir no cotidiano.

O que é a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose é a falta de capacidade de digerir por completo o açúcar (lactose) de compostos lácteos. Isso ocorre pela falta de uma enzima no organismo, denominada de lactase.

De acordo com dados do Hospital Israelita Albert Einstein, essa doença atinge mais de 2.000.000 de pessoas por ano no Brasil, podendo se estender por anos ou até mesmo a vida toda.

Esta patologia pode ser congênita, primária ou genética (secundária ou adquirida), descritas na ordem.

1. Congênita

É considaderada rara. Bebês com esse problema apresentam baixa na lactase jejunal e sofrem com diarreia quando amamentados, ou ao consumir alimentos à base de lactose.

A falta de hidratação e o desequilíbrio de eletrólitos resultanto podem ser letais, por este motivo, os bebês que passam por este problema devem ser alimentados com uma fórmula especial, que possui sacarose e frutose.

2. Primária

É a falta total ou parcial de lactase, que tem o desenvolvimento na infância, em idades e grupos raciais diferentes, sendo a causa mais comum da má absorção da lactose e intolerância.

Também chamada de hipolactasia, a intolerância à lactose primária é caracterizada pela não persistência de lactase ou deficiência hereditária de lactase.

3. Secundária

Este tipo é resultante de lesões intestinais, mais precisamente no intestino delgado, ou por algum tipo de patologia, como: espru tropical e não-tropical, enterite regional, colite ulcerativa, desnutrição, quimioterapia, diarreia persistente, etc, podendo se apresentar em qualquer idade, mas sendo mais comum na infância.

Intolerância à lactose e a cólica

A lactose é um dissacarídeo (carboidratos feitos com dois monossacarídeos e a perda de uma molécula de água, ou seja, a desidratação) hidrolisado pela enzima lactase, liberando então os monossacarídeos para absorção, no sangue.

A falta dessa enzima intestinal gera uma fermentação no cólon, causando sintomas como:

  • cólica;
  • distensão intestinal;
  • flatulência (gases);
  • diarreia;
  • inchaço;
  • gordura nas fezes;
  • indigestão;
  • náusea;
  • dores de estômago;
  • mal-estar;
  • incapacidade de desenvolvimento (nos bebês).

Intolerância à lactose em números

Por mais que grande parte da população tenha uma noção da existência da doença de intolerância à lactose, pouco se fala sobre seus sintomas, o que acaba gerando um diagnóstico tardio do problema. Nos últimos anos, de acordo com pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, a porcentagem de pessoas com esta patologia vinha aumentando de 10 a 15% em 2014, o que pode trazer números ainda mais alarmantes nos dias de hoje.

Este percentual é alto considerando o número de adultos e crianças afetados. Pode parecer comum, mas os sintomas podem atingir a vida do portador não só física, como pessoalmente, se não houver tratamento.

70% dos adultos apresentam sintomas após consumir leite ou derivados. Em países como o Japão ou alguns do continente africano, quase todos os habitantes com mais de 80 anos possuem algum grau de intolerância.

Alergia à proteína do leite de vaca x intolerância à lactose

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Intolerância à lactose e a cólica

Algumas doenças relacionadas ao desmame precoce, ou seja, a interrupção da amamentação através do leite materno, substituindo pelo leite de vaca, tem gerado as seguintes patologias:

“…Se destaca a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e intolerância à lactose (IL), pois estas apresentam semelhanças que dificultam os diagnósticos clínicos. A APLV atinge o sistema imunológico, desencadeando reações contra o antígeno, que, neste caso, são as proteínas do leite de vaca gerando sinais e sintomas após a ingestão do alimento. Na IL o causador é a lactose, o “açúcar do leite de vaca”, que, na ausência da ação da enzima lactase, não ocorre consequentemente a absorção da lactose, a qual se acumulará resultando em desconfortáveis reações. Sucintamente, essas duas condições são comumente confundidas por profissionais da área da saúde, por apresentarem semelhanças, como a origem proveniente do leite de vaca, mas se diferem quando comparadas detalhadamente.”

UniCesumar

Tratamento

Como tratamento, é importante evitar o consumo de alimentos ricos em lactose, fazer a ingestão da enzima lactase junto com os produtos a base de leite ou alimentar-se de produtos onde a lactose foi removida através da fermentação.

É importante atentar também que essa diminuição no consumo de leite e derivados pode comprometer a absorção de proteínas importantes como: riboflavina e cálcio.

Levando em consideração que mais de 50% dos adultos dos adultos no mundo possuem intolerância à lactose, nem tudo “está perdido”, é apenas necessário fazer uma substituição dos lácteos por outros alimentos que possuem cálcio e tomar sol (do modo correto) para estimular a vitamina D, que auxilia à absorver esta proteína.

Gostou de saber mais sobre intolerância à lactose e a cólica? Você sofre com o problema ou conhece alguém que passa por isso? Conte! Deixe seu comentário aqui no Saudável e Feliz.

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