Entenda tudo sobre a Reposição Hormonal Feminina

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Com o passar dos anos, o corpo e a mente da mulher vai mudando. Cada etapa da vida exige um determinado cuidado especial e na maturidade não é diferente… Essa fase é marcada pela menopausa! No texto de hoje, vamos falar mais sobre essa etapa e os possíveis tratamentos, focando na reposição hormonal feminina.

Menopausa e os hormônios femininos

A menopausa é uma fase delicada, na qual o organismo feminino diminui a produção de hormônios como o estrogênio e consequentemente uma série de funções do corpo são afetadas, desencadeando assim, os famosos sintomas da menopausa.

Além disso, a menopausa é conhecida como a última menstruação. Depois desse marco, a mulher não pode mais engravidar de forma natural.

É importante entender que a menopausa só é decretada após a passagem de 12 meses completos sem menstruação. Logo, se um novo bebê não fizer parte dos planos, métodos contraceptivos não podem ser descartados antes da hora.

Etapas da Menopausa

Como dissemos, a menopausa é a transição, mas antes dela se concretizar algumas etapas vem antes, chamadas pré-menopausa e climatério. Nessas etapas, os típicos sintomas da menopausa tendem a se manifestar e se tornarem cada vez mais frequentes, sendo assim um aviso do que está por vir.

E a terapia de reposição hormonal feminina?

Visando compensar os efeitos da menopausa, a adoção da Terapia de Reposição Hormonal feminina (TRH) com hormônios sintéticos foi por um longo tempo, a única alternativa para combater os incômodos da menopausa.

Qualquer mulher pode fazer Reposição Hormonal?

Não. É importante entender que qualquer exposição a hormônios artificiais pode significar mudanças sérias no organismo da mulher.

Nos anos 90, uma série de estudos sobre os prós e contras da reposição hormonal artificial. Em 1992, a iniciativa da WHI (Women’s Health Iniciative), revelou inúmeras contraindicações para a saúde feminina, como o aumento de doenças cardíacas (cerca de 29%) e hipertensão, derrames cerebrais (41%), embolia pulmonar (113%) e câncer de mama (quase 30%).

Segundo o estudo de 1995, do jornal New England Journal of Medicine, mulheres tratadas com reposição hormonal por mais de cinco anos têm de 30% a 40% mais chances de desenvolver câncer de mama e útero. E essa porcentagem aumenta para 70% em mulheres entre 60 e 70 anos.

Para entender melhor esses efeitos colaterais, imagine que o organismo feminino sabe a hora certa de interromper a produção hormônios como estrogênio e progesterona. E um dos motivos disso é proteger o corpo de doenças que poderiam se desenvolver se os hormônios continuassem a ser produzidos. Logo, a ingestão de hormônios feitos em laboratório quebra essa defesa e deixa o corpo vulnerável a complicações.

Outros efeitos colaterais da reposição hormonal feminina

Além das doenças graves citadas acima, a TRH pode provocar outras alterações no organismo feminino. O aumento de peso é um deles, principalmente por conta da retenção de líquido, dando aquela sensação horrível de inchaço.

As reações químicas provocadas pela reposição também podem afetar o trato gastrointestinal e causar náuseas e dores abdominais. Inclusive, reflexos no sistema nervoso podem ocorrer, provocando dores de cabeça e fadiga.

O canal vaginal fica mais sensível durante a menopausa. Com a absorção dos hormônios sintéticos propostos pela THR, efeitos colaterais como sangramentos e corrimento vaginal não habituais podem surgir.

Outro problema que vale a pena ser lembrado, é o aumento na sensibilidade nos seios, que pode acometer as mulheres por conta do aumento do nível de hormônios no sangue. Esse processo pode também, aumentar as chances de formação de alguns nódulos.

TRH na balança: Vale a pena ou não?

A escolha de como se cuidar na menopausa é bem particular. Cada mulher sente de uma forma única os incômodos sintomas dessa etapa e cabe a ela, decidir qual é o melhor tratamento.

Em meio a uma vida agitada e intensa, que envolve várias responsabilidades distintas voltadas a família, profissão e objetivos pessoais, ás vezes buscamos a solução mais rápida e fácil para certos problemas.

Porém, quando estamos falando da nossa saúde, todo cuidado é pouco! A longo prazo, percebemos que certas atitudes deviam ter sido repensadas, evitando assim o nosso desgaste físico e emocional.

Enfim, como tudo na vida, é importante ”colocar na balança”. Entenda que os nossos sonhos e metas não podem ficar para trás, independente se o motivo é a menopausa, a terapia de reposição hormonal ou qualquer outro desafio.

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