Câncer no colo do útero: o que pode causar essa doença silenciosa?

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Um pequeno incômodo pode ser sinal de uma doença que normalmente é super silenciosa. Descubra como o câncer do colo do útero pode se desenvolver.

O que é o câncer no colo do útero?

Também chamado de câncer cervical, este tipo de carcinoma é raro, apresentando 150 mil casos por ano no Brasil, de acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein. Ele é caracterizado por um tumor maligno no colo do útero (parte mais inferior uterina) e requer um diagnóstico médico, atingindo principalmente mulheres entre 40 e 60 anos.

“Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasia intraepitelial cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.”

— Dr. Drauzio Varella

Os dois tipos de tumores malignos comuns são em 80% dos casos carcinomas epidemoides e 20% adenocarcinomas.

Principal causa do câncer cervical

O câncer no colo do útero em 99% das vezes é causado por uma infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano), que atinge as células uterinas, sendo contraído principalmente por relação sexual. Diferente do câncer cervical em si, o HPV é extremamente comum no Brasil, e apresenta mais de 2 milhões de casos anuais.

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Se detectado inicialmente, raramente o HPV evolui para um câncer e ele normalmente é expulso naturalmente pelo corpo. Ainda sim, após a contração, é importante fazer um acompanhamento, através de exames laboratoriais ou de imagem, indicados pelo seu ginecologista.

Formas pouco conhecidas de contrair HPV

Além de sexualmente transmissível, existem outras formas de contração do vírus, ocorrentes em menor quantidade, mas que também são importantes de se atentar.

1. Depilação

Pasme! O HPV pode ser transmitido através de depilação na região íntima, já que o vírus tem resistência à ambientes específicos e até mesmo à cera de alta temperatura. É importante não utilizar jamais a mesma cera que outra pessoa, nem a mesma gilete, pois se ela teve contato com o vírus, você pode contrair também.

2. Peça íntima

De acordo com o ginecologista Daniel Luchesi, a contaminação por HPV pode ocorrer ao utilizar as mesmas roupas íntimas ou toalhas que a pessoa portadora do vírus, mas isso ocorre em casos extremamente raros.

3. Local contaminado

Mais raros ainda, porém possíveis, são os casos de contração por um local contaminado, como no vaso sanitário ou em uma banheira por exemplo.

Exames em dia

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No estágio inicial, o câncer cervical não costuma apresentar sintomas aparentes, por isso, é preciso estar sempre com os exames ginecológicos em dia, mesmo sem sentir dores. De qualquer forma, se você possui os sintomas abaixo, é importante consultar um médico:

Os principais métodos preventivos para o câncer no colo do útero são: o exame de papanicolau (que identifica o HPV) ou a vacina do papilomavírus humano.

Tratamentos mais comuns

Os tratamentos dependem do estágio em que o câncer no colo do útero se encontra, podendo ser por meio de:
  • radioterapia de raios externos: radioterapia que usa raios-X ou outros feixes de alta energia para remover células cancerígenas e diminuir tumores;
  • braquiterapia: inserção de material radioativo no organismo para tratar o câncer;
  • procedimento de corte eletrocirúrgico com alça: uso de um fio metálico aquecido através de uma corrente elétrica, para retirada de células e tecido anormais do colo uterino e da região vaginal;
  • radioterapia: tratamento que usa raios-X e outros tipos de raio de alta frequência, para matar células anormais;
  • conização cervical: remoção por meio de cirurgia, que retira uma amostragem de tecido em forma de cone do colo do útero (também denominada biópsia em cone);
  • quimioterapia: elimina as células que estão em crescimento ou multiplicação rápida, através de medicação;
  • histerectomia: remoção do útero através de cirurgia;
  • cervicectomia: remoção do colo do útero por cirurgia (a região inferior, conectada à vagina;
  • criocirurgia: método cirúrgico que utiliza frio extremo para destruir tecidos doentes;
  • linfadenectomia: eliminação cirúrgica de um linfonodo;
  • cirurgia ginecológica: cirurgia para resolver problemas gerais uterinos e até mesmo ovarianos ou vaginais;
  • dissecção de linfonodos retroperitoneais: remoção através de cirurgia de nódulos linfáticos, na parte posterior do abdominal, para verificar se o câncer se espalhou pela pelve ou abdômen.

É importante estar sempre atenta aos perigos silenciosos no corpo. Anda fazendo os exames ginecológicos periodicamente? Deixe seu comentário aqui no Saudável e Feliz.

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