Vaginose bacteriana – Causa riscos para a saúde?

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Coceira, corrimento e odor forte? Pode ser uma vaginose bacteriana. Procure o seu ginecologista para tratar da infecção.

Você sabe o que é uma vaginose bacteriana? Muitas mulheres são acometidas por essa disfunção. Há pesquisas que afirmam que, todas as pessoas do sexo feminino apresentarão pelo menos uma vez na vida esse tipo de infecção na vagina.

Se ela é tão recorrente assim, qual é o fator que colabora para o desencadeamento da moléstia? Ficou curiosa? Então leia o conteúdo na íntegra. Conheça os hábitos que levam à vaginose bacteriana, bem como as causas, sintomas, diagnóstico e o tratamento.

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O que é?

Vaginose bacteriana é uma infecção na vagina, provocada por algumas bactérias conhecidas como anaeróbias, são microrganismos que já se encontram na região, entretanto, em pequenas quantidades, o que os tornam seres controlados. Controle esse realizado pelos lactobacilos que são bactérias também, entretanto, são pró-saúde, e como estão em maior número garantem a proteção do organismo.

“Toda mulher possui uma população de bactérias considerada “protetora”, como os lactobacilos – que mantêm o pH ácido e fazem parte da mucosa vaginal, oferecendo uma barreira competitiva contra a proliferação de bactérias que fazem mal à saúde. A vaginose ocorre quando, por algum motivo, há uma ruptura desse equilíbrio, diminuindo o número de lactobacilos e aumentando o número de bactérias anaeróbias.”

– Dra. Diana Vanni, Ginecologista.

O fato é que, alguns hábitos, comportamentos, e/ou quadros clínicos revertem essa dinâmica e, com isso quem era a maioria, se torna a minoria, ocorrendo assim a proliferação das bactérias que causarão a infecção. As bactérias que estão envolvidas na vaginose bacteriana são:

  • Gardnerella vaginalis;
  • Prevotella;
  • Porphyromonas;
  • Bacteroides;
  • Peptostreptococcus;
  • Mycoplasma;
  • Hominis;
  • Ureaplasma urealyticum;
  • Mobiluncus;
  • Fusobacterium;
  • Atopobium vagina.

Sintomas da vaginose bacteriana

Nem sempre a infecção apresentará sintomas, é muito comum ocorrer a ação de uma maneira assintomática. Todavia, dependo do grau da vaginose alguns sinais poderão ser concedidos pelo corpo. Os sintomas mais recorrentes são:

  • Corrimento branco-acinzentado ou amarelado;
  • Inflamação;
  • Odor (cheiro forte de “peixe putrefaço”);
  • Prurido;
  • Ressecamento;
  • Coceira na vulva.

Diagnóstico

O diagnóstico poderá ser obtido por intermédio da análise laboratorial através da sondagem da cultura microscópica que está na secreção. O ginecologista pode também utilizar o Papanicolau para obter amostras da flora vaginal.

O tratamento

O tratamento para a vaginose bacteriana se dá, com a prescrição de antibióticos que podem ser aplicados na região da vagina (intravaginal) e/ou tomados. Os medicamentos mais indicados são:

  • Metronidazol;
  • Clindamicina.

Não deixe de consultar o seu ginecologista, caso apresente os sintomas acima. Não se automedique, procure um médico, o consumo de antibióticos sem o acompanhamento especializado pode acarretar na evolução dos microrganismos, resultando em bactérias superdesenvolvidas e outros.

“Em cerca de um terço dos casos a vaginose desaparece espontaneamente, devido à recuperação da população de lactobacilos. Por isso, o tratamento é variado e, nos casos considerados mais graves, pode incluir antibióticos para matar as bactérias anaeróbias.”

-Dr. Drauzio Varella.

Prevenção

Conforme foi citado no começo do texto, alguns hábitos e comportamentos podem colaborar para a propagação das bactérias. Se possível evite os pontos abaixo para se prevenir da vaginose bacteriana:

  • Não use perfumes na vulva;
  • Evite roupas demasiadamente justas, e com o material sintético;
  • Evite duchas vaginais;
  • Se possível não use calcinhas do tipo fio dental, pois esse tipo de roupa íntima colabora para o contato direto entre o ânus e a vagina. Fator de risco para o transporte de microrganismo entre as duas regiões;
  • Não use sabonetes comuns.

Recomendações

Algumas recomendações também são necessárias para afastar a possibilidade de proliferação. São elas:

  • Não tome remédios por conta própria, principalmente se for um antibiótico;
  • Use calcinhas de algodão;
  • Habitue-se a dormir sem calcinha, para promover a oxigenação da vagina;
  • Use sabonetes íntimos.

Vaginose bacteriana é uma DST?

Existe uma discussão entre os profissionais da saúde, para classificar ou não, a moléstia como uma doença sexualmente transmissível. Os especialistas que são a favor da classificação, dizem que por ela ser frequente em mulheres que possuem  mais de um parceiro sexual, a mesma deveria sim receber a nomenclatura de uma DST. Até mesmo informam que a bactéria pode sim ser transmitida durante a relação sexual.

Os especialistas que são contra, dizem que as bactérias sempre estiveram na vagina, e são pertencentes a flora vaginal, portanto, não deve receber a nominação.

“Apesar de não ser definida como uma DST – Doença Sexualmente Transmissível, a vaginose bacteriana pode ser transmitida via relação sexual. Por isso, é importante o uso de camisinha, seja masculina ou feminina, em todas as relações.”

-Dr. Sérgio dos Passos Ramos, Ginecologista.

É importante ressaltar que, mesmo sendo enquadrada ou não no grupo de DST’s, não se deve ter vergonha em buscar o atendimento médico, é muito comum as mulheres apresentarem esse tipo de infecção. Não deixe de buscar ajuda com medo da represália da população. Cuide da sala saúde, pois a negligência para com o cuidado da vaginose bacteriana pode ocorrer a infestação para outros órgãos.

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