Daltonismo – principais causas, diagnóstico e tratamento!

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O daltonismo ou discromatopsia é um tipo de deficiência visual, onde impossibilita o portador de diferenciar e enxergar algumas cores. Infelizmente ainda não foi encontrada uma cura pra essa deficiência. Mas, os cientistas da Universidade de Washington e da Flórida, após realizarem testes em macacos e o resultado ser positivo, afirmam que chegam cada vez mais perto da possível cura para o daltonismo.

“A pesquisa parece ser a primeira em primatas a estudar a deficiência visual das cores e indica que é possível modificar as células em sua percepção da cor. Mais pesquisas são necessárias, no entanto, antes de serem iniciados os testes em humanos e os tratamentos clínicos.”

– Winfried Amoaku, especialista em oftalmologia da Universidade de Nottingham.

Quais são as causas do daltonismo?

Nós temos duas células fotossensoras, que se encontram na retina, elas são: os cones e os bastonetes. Os cones são responsáveis pela visão diurna e a percepção das cores. Já o bastonete possibilita uma melhor visão noturna, mas os mesmos não são sensíveis ás percepções de cores, então as imagens são produzidas em preto e branco. Basicamente a causa principal do daltonismo é uma modificação na pigmentação dos cones, o que atrapalha o portador da deficiência na captação de cores ou diferenciação das mesmas.

Daltonismo Hereditário

O daltonismo na maioria das vezes pode surgir por genética hereditária, devido a mutação do cromossomo X. O mais comum é que apareça em homens por possuírem apenas um cromossomo X. Já as mulheres possuem dois, por isso a probabilidade é bem menor, caso um desses seja normal, a mulher não apresentará nenhum tipo de mutação.

A deficiência visual herdada, pode surgir no nascimento, que é chamada de congênita, ou durante a infância, adolescência ou vida adulta.

Daltonismo por lesão

Ele também pode surgir através de lesões no nervo óptico, na retina ou no córtex cerebral. Nesse segundo caso tanto homens quanto mulheres podem desenvolver, por não se tratar de uma mutação no cromossomo X. Além da dificuldade para enxergar as cores, há uma diminuição considerável na qualidade da visão. Caso o seu daltonismo não venha de herança genética, ele pode diminuir ou estagnar desde que o paciente responda ao tratamento. Procure um oftalmologista que possa acompanhar seu caso.

O daltonismo pode ser estacionário, ou progressivo. O daltonismo estacionário, é quando a deficiência permanece no mesmo estágio durante a vida toda. Já o caso progressivo é quando a doença avança de nível, causando danos a retina, e em alguns casos pode até causar cegueira.

Tipos de daltonismo

Nem todo portador de daltonismo pode apresentar a mesma deficiência na visão das cores, pois ele pode ser dividido em três tipos:

  • Protanopia, é quando o portador da deficiência não consegue identificar ou tem capacidade reduzida de enxergar a cor vermelha. Nesses casos a pessoa enxerga tons de verde, cinza, bege e marrom;
  • Deuteranopia, é quando há redução ou falta dos cones verdes. Nesses casos a pessoa enxerga tons de marrom;
  • Tritanopia – dificuldade para enxergar tons azuis, e amarelos que se tornam rosados.
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Veja acima como pode ser visão de quem sofre de algum dos tipos de daltonismo!

Quais são os sintomas do Daltonismo?

Muitas pessoas não consideram o daltonismo uma doença e sim apenas um problema de visão hereditário. Os sintomas do daltonismo vêm pela visão, no caso de um daltonismo congênito pode ser notado logo na infância, quando a criança está na fase de aprendizado das cores. E os brilhos e tonalidades também podem ser difíceis de enxergar.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente o diagnóstico é feito pela própria pessoa, mas pra obter um resultado mais complexo é necessário realizar uma consulta com um oftalmologista, e pode ser feito através de três diferentes exames, sendo eles:

  • O anomaloscópio de Nagel – um aparelho é utilizado para dividir o campo de visão do paciente em dois, onde de um lado ele enxergará uma luz monocromática amarela, e do outro lado, diversas luzes monocromáticas, verdes e vermelhas. O paciente deverá igualar os tons nos dois campos de visão, alterando a intensidade das luzes monocromáticas. Dessa forma é possível fazer um diagnóstico e indicar qual o grau e o tipo da deficiência;
  • Lãs de Holmgreen – é oferecido pequenos novelos de lã ao paciente, e ele precisará separá-los por cores;
  • Teste de cores Ishihara – é um teste feito com cartões com vários círculos, contendo cores diferentes formando números. Apenas as pessoas com a visão normal conseguirão visualizá-los.

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Existe tratamento para o daltonismo?

Por mais que ainda não exista um tratamento certo para o daltonismo, há formas de disfarça-lo com o uso de lentes e óculos com filtros de cores.

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