Pressão baixa na gravidez é perigoso?

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Pressão Baixa na gravidez
Médico avalia a pressão arterial da paciente - Imagem: freepik

A pressão arterial baixa, também conhecida como hipotensão, é um quadro comum na gravidez. Na maioria das vezes, essa condição não causa grandes problemas, com a pressão sanguínea retornando aos níveis normais após o nascimento do bebê.

No entanto, por provocar desmaios, é necessário ter um certo cuidado com a pressão baixa na gravidez, afinal, uma queda brusca não é nada boa para a mamãe e nem para a criança.

Efeitos da gravidez na pressão arterial

A pressão sanguínea é a força do sangue ao empurrar as paredes das artérias enquanto é bombeado pelo coração. E essa pressão pode aumentar ou diminuir em determinados momentos do dia, se a pessoa estiver mais calma ou mais nervosa, por exemplo. As mulheres grávidas têm a pressão arterial verificada a cada consulta pré-natal.

Essa verificação revela informações importantes a respeito da saúde da mulher grávida e também do seu bebê, além de ser uma maneira que o médico tem para determinar se ela tem alguma condição que precisa ser observada, como a pré-eclâmpsia, por exemplo.

Algumas alterações que acontecem no corpo da mulher durante a gravidez afetam a pressão arterial. Ao carregar um bebê, o seu sistema circulatório se expande rapidamente para que chegue sangue até a placenta, o que justamente causa a queda na pressão sanguínea. Inclusive, durante as primeiras 24 semanas de gravidez, é muito comum que haja essa diminuição na pressão arterial dela.

Além dessa condição normal da gravidez, existem outros fatores que são capazes de contribuir para a pressão arterial baixa, incluindo:

  • Anemia;
  • Sangramento interno;
  • Desidratação;
  • Problemas de coração;
  • Reação alérgica;
  • Repouso prolongado na cama;
  • Certos medicamentos;
  • Distúrbios endócrinos;
  • Infecções;
  • Deficiências nutricionais.

O que é considerada uma pressão baixa

Atualmente, as diretrizes afirmam que a pressão normal é de 120 mm Hg sistólica (o número superior) e 80 mm Hg diastólica (o número inferior). Esse é o famoso “12 por 8”.

Em relação à pressão baixa, os médicos determinam que os valores ficam abaixo de 90/60 mm Hg. A pressão arterial baixa, geralmente, não apresenta sintomas, tanto que algumas pessoas não se dão conta que possuem essa condição.

Os perigos da pressão arterial baixa durante a gravidez

Ao contrário da hipertensão, na maioria dos casos, a pressão arterial baixa na gravidez não é um motivo de grande preocupação, a menos que a mulher sofra com sintomas mais severos, como um desmaio ou uma queda.

Em relação à criança, alguns estudos sugerem que uma pressão arterial muito baixa durante a gravidez pode acarretar problemas, incluindo baixo peso ao nascer e até bebês natimortos. Mas, esses estudos não são conclusivos.

Sintomas da pressão baixa

  • Tontura;
  • Mãos geladas;
  • Boca seca;
  • Desmaio;
  • Náusea;
  • Cansaço;
  • Sonolência;
  • Visão embaçada;
  • Transpiração fria;
  • Sede incomum;
  • Respiração rápida;
  • Falta de concentração.

Diagnóstico e tratamento da pressão baixa na gravidez

O diagnóstico de pressão baixa é extremamente simples. Para isso, o médico coloca um manguito inflável em volta do braço do paciente e utiliza um medidor para calcular a pressão arterial. Além desse teste realizado em consultórios, também existem medidores vendidos em farmácias para serem usados em casa por quem desejar.

Geralmente, não há um tratamento para a pressão baixa durante a gravidez, já que ela não oferece grandes riscos. No entanto, se os sintomas forem graves ou se houver complicações para a saúde do bebê ou da mãe, o profissional indicará o melhor meio para contornar a situação. Felizmente, a pressão arterial começa a aumentar sozinha durante o último trimestre da gravidez.

Como aliviar os sintomas da pressão baixa na gravidez

As mulheres grávidas que apresentam pressão baixa e têm sintomas mais severos, como a tontura, devem tentar algumas dicas:

  • Evitar se levantar rapidamente quando se está deitada ou sentada;
  • Não ficar de pé durante muito tempo;
  • Alimentar-se de 3 em 3 horas;
  • Não tomar banhos muito quentes;
  • Beber muita água;
  • Usar roupas mais leves.

A pressão arterial pós-parto

Como dissemos, a pressão arterial deve retornar aos níveis de antes da gestação após o nascimento do bebê. Como cuidado extra para a saúde da mulher, os profissionais médicos verificam a pressão arterial frequentemente nas horas e nos dias após o parto, bem como nas visitas de retorno ao consultório.

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