Como combater a incontinência urinária na menopausa

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Mesmo sendo uma importante etapa da nossa vida — e perfeitamente normal —, a menopausa pode vir acompanhada de sensações desagradáveis. A queda dos hormônios estrógenos nesse período está relacionada ao surgimento de uma série de sinais físicos e mentais bem incômodos, como alterações do humor, insônia, ondas de calor, perda da libido, entre outros. Um dos sintomas mais indesejados, entretanto, é a incontinência urinária, condição que aflige rotineiramente muitas mulheres com mais de cinquenta anos.

Hoje vamos explicar o que é, como prevenir e combater a incontinência urinária na menopausa. Confira!

Entendendo o distúrbio

A incontinência urinária é uma condição que interfere com a frequência normal da micção, isto é, fazemos muito mais xixi do que costumávamos. O distúrbio já é naturalmente mais comum em nós mulheres (principalmente as que já engravidaram alguma vez) e é motivo de incômodo, preocupação e constrangimento a partir do momento em que a doença afeta completamente todos os aspectos da rotina, reduzindo muito a qualidade de vida em geral.

O quadro pode afetar mulheres mais jovens também, mas é mais comum principalmente durante e depois da menopausa, quando o desequilíbrio hormonal e o envelhecimento natural da bexiga e da musculatura pélvica favorecem o surgimento do quadro.

Os tipos de incontinência urinária

A condição pode surgir devido a várias causas e apresenta-se em muitas formas diferentes. As mais comuns são a incontinência urinária de esforço e a IU de urgência.

A IU de esforço origina-se da fraqueza da musculatura pélvica e a pessoa acometida urina sem perceber em momentos em que a pressão abdominal eleva-se subitamente (quando tosse, espirra ou dá risadas, por exemplo). O volume de urina normalmente é pequeno e é chamado de “escape involuntário”, já que a pessoa nem se dá conta do que aconteceu.

O outro tipo é a IU de urgência, onde contrações anormais da bexiga resultam em uma vontade súbita e intensa de fazer xixi sem nenhum tipo de aviso. Nesses momentos, a pessoa com a urgência urinária tem imediatamente que procurar um banheiro ou corre inclusive o risco de urinar em situações ou ambientes impróprios. Essa classe de incontinência urinária tem causas psicossomáticas e fisiológicas ainda não completamente conhecidas e é uma das mais presentes depois da menopausa (inclusive estando relacionada com o uso de medicamentos para reposição hormonal), trazendo grande constrangimento e insegurança.

Tratando a incontinência urinária na menopausa

A doença comumente apresenta-se com um dos dois tipos citados acima em mulheres com mais de 60 anos ou, alternativamente, pode surgir como uma confluência das duas classes, a chamada IU mista, que apresenta sintomas dos dois tipos (urgência e esforço).

É possível reverter completamente ou ao menos amenizar o quadro com algumas medidas. Na maioria dos casos, o mais indicado é o fortalecimento da musculatura pélvica, que se degrada mais rapidamente depois da menopausa. Isso pode ser feito por meio de exercícios fisioterápicos especializados e podem surtir ótimos efeitos!

Além disso, a própria mudança de hábitos contribui para combater a incontinência urinária na menopausa, Criar uma rotina de exercícios físicos regulares, largar o hábito de fumo, consumo de álcool e café e ter uma dieta equilibrada são ótimas medidas que ajudam a amenizar a IU em longo prazo, além de trazer vários outros benefícios para o corpo.

Em casos mais graves, a IU pode ser tratada farmacologicamente ou por meio de cirurgias. Nesses quadros, o acompanhamento médico regular é fundamental. Muitas mulheres deixam de queixar-se da incontinência urinária por medo e constrangimento, deixando a doença tomar conta de suas vidas quando há tratamento disponível.

Gostou de saber mais sobre a incontinência urinária na menopausa? Aproveite para deixar sua dúvida ou comentário aqui e tentaremos te ajudar! Até mais!

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