Colágeno: conheça e saiba a diferença entre os principais tipos

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Close-up na pele de uma mulher com boa produção de colágeno
O colágeno é essencial para uma pele bonita - Imagem: Freepik

Antes de sabermos quais são os principais tipos de colágeno, é interessante sabermos o que é o colágeno e quais são os fatores internos e externos, pelo qual paramos de produzi-lo.

O que é colágeno e fatores que resultam na não produção da proteína.

O colágeno é uma proteína considerada importantíssima para o nosso organismo. Ele assegura toda a estrutura da pele, da cartilagem, dos ossos, das unhas, dos músculos e enfim, de todo o corpo.

Nós sintetizamos essa proteína normalmente. Porém, já no início da vida adulta, aos 25 anos, começa a ocorrer um declínio na sua produção. Após os 30 anos, o corpo sofre perda de 1% ao ano e, aos 50 anos, passa a produzir apenas 35% do necessário.

Outro fator muito importante para a diminuição das proteínas de colágeno em nosso corpo são os radicais livres. Esses radicais são células produzidas pelo próprio organismo, mas em uma produção excessiva pode provocar o estresse oxidativo, devido a exposição de agressores ambientais e maus hábitos de vida.

Os radicais livres são moléculas produzidas pelas células na fase de queima de oxigênio, quando produz energia. Quando isto é produzido em excesso pode danificar as células saudáveis do organismo e até mesmo o DNA celular.

Colágeno na pele jovem e na pele madura.
Colágeno em pele jovem e pele madura.

Nosso corpo produz enzimas protetoras que são capazes de combater aos radicais livres que são produzidos de forma natural no organismo, porém fontes externas as quais somos expostos todos os dias podem ser grandes contribuidores na formação em excesso dos radicais livres, podendo causar danos irreparáveis.

Veja alguns dos fatores externos que contribuem para a produção de radicais livres:

  • Poluição;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Consumo de álcool;
  • Radiação ultravioleta;
  • Pesticidas.

Estes radicais livres são combatidos através de antioxidantes, porque eles agem como neutralizadores impedindo que a pele seja danificada.

É possível encontrar os antioxidantes mantendo uma alimentação balanceada, rica em vitaminas ou através de complexos antioxidantes dermocosméticos ou cápsulas.

Abaixo uma lista dos principais ativos antioxidantes:

  • Vitamina A: encontrado em alimentos como a abóbora, manga e cenoura.
  • Vitamina C: encontra-se em vegetais verde escuros e em frutas cítricas
  • Vitamina E: encontra-se em alguns vegetais e grãos como gérmen de trigo, carnes, ovos, nozes entre outros.
  • Selênio: carnes vermelhas e brancas além das nozes é possível encontrar o ativo antioxidante;
  • Zinco: presente principalmente no leite, cereais integrais, feijões e nozes, além das carnes vermelhas e brancas.
  • Ácido Ferúlico: encontrado principalmente no farelo de arroz de milho;
  • Phloretin: antioxidante potente que auxilia no clareamento da pele e combina a proteção contra os radicais livres.
  • Resveratrol: antioxidante que ajuda a pele na recuperação das agressões sofridas durante o dia.
  • Catequina: encontrada no morango, uva e chá verde;
  • Flavonoide: encontrada especialmente nas uvas;
  • Isoflavona: presente principalmente na soja;
  • Licopeno: encontrada no tomate;

Perda de colágeno em mulheres.

Pele madura – mulheres na menopausa.

A perda acentuada deste tipo de proteína nas mulheres está muito relacionada à menopausa, devido ao hormônio estrogênio. Ele tem grande importância na produção de fibroblastos que, por sua vez, são os responsáveis pela produção de colágeno.

E essa diminuição na produção acarreta em diversas adversidades para a nossa pele, como a flacidez, o surgimento de rugas e das linhas de expressão. Além disso, também há outros malefícios desse quadro, incluindo os problemas em cartilagens, nos tendões e nos ossos, incluindo a osteoporose. Também pode ocorrer flacidez em veias e nos vasos sanguíneos, causando problemas circulatórios.

Reposição hormonal

É muito simples conseguirmos a dose diária de colágeno para evitarmos esse tipo de deficiência. Hoje, a alternativa mais indicada é suplementação com o colágeno hidrolisado.

Muitas pessoas ainda possuem dúvidas a respeito do tema, afinal os cientistas já identificaram mais de 20 tipos diferentes de colágeno. Mas, não se preocupe, pois, a seguir nós vamos listar e explicar as características dos principais. Confira:

Os tipos de colágeno

Colágeno Tipo I

Esse é o tipo que é mais encontrado em nosso corpo. Ele forma fibras que são capazes de esticar consideravelmente sem se romper. E essa é uma característica que o torna muito presente nos tendões, que conectam os músculos aos ossos e, portanto, são capazes de aguentar uma grande quantidade de força sem se romper.

O colágeno do Tipo I também está presente na pele, nos músculos, nos ossos, no cabelo e nas unhas. A sua diminuição está relacionada à falta de elasticidade da pele, ao aumento de rugas, ao aparecimento de celulite e à piora na aparência do cabelo.

Colágeno Tipo II

Ao contrário do tipo I, a fibra formada pelo colágeno do tipo II é encontrada principalmente nas cartilagens e articulações. Esta fibra também é elástica e a sua função principal é amortecer o estresse de impacto como o que acontece nos discos intervertebrais, nos joelhos, nos dedos e no quadril.

A suplementação com o tipo II é indicada em casos de artrite, artrose, osteoartrose, bem como outras lesões de articulações e de cartilagem.

Colágeno Tipo III

As fibras de colágeno tipo III são encontradas em abundância nos tecidos mieloides (medula óssea) e no tecido linfático.

Mas, e o colágeno hidrolisado?

O colágeno hidrolisado que você pode adquirir como suplemento é o do tipo I. Como já foi dito anteriormente, ele é o mais encontrado no corpo humano. São necessários 10 gramas diárias para que os adultos possam obter os seus benefícios.

Colágeno hidrolisado ou gelatina?

Assim como o colágeno hidrolisado, a gelatina é um derivado bovino. A principal diferença entre esses dois produtos é que a gelatina não passa pelo processo de hidrólise, ou seja, não é hidrolisada. No entanto, ela ainda continua sendo um colágeno do tipo I.

O processo de hidrólise age na quebra de proteínas presentes no colágeno. Assim, em moléculas menores, ele é absorvido pelo organismo mais facilmente. Em poucas palavras, para obter o mesmo resultado do tipo hidrolisado seria necessário consumir uma grande quantidade de gelatina.

Ainda vale a pena lembrar que os resultados da suplementação são melhores quando há o consumo junto com a vitamina C, pois esta vitamina é essencial na síntese do colágeno, tanto em quantidade como na qualidade.

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