Mitos e verdades sobre vacinação

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Mitos e verdades sobre vacinação

Entenda quais são os principais mitos e verdades sobre vacinação, que você deve saber.

De tempos em tempos o Ministério da Saúde lança campanhas de vacinação, seja contra gripe, contra febre amarela, ou até mesmo as infantis. Porém, com os avanços das mídias sociais muitos boatos ou fake news circulam e deixam dúvidas se as vacinas devem ou não ser tomadas.

Isto é uma preocupação do ministério, que vem monitorando diariamente as fake news a fim de desmentir os boatos. Para isto, eles estão classificando as notícias com os selos “esta notícia é verdadeira” e “isto é fake News”. E assim, controlar as informações que são transmitidas de forma incorreta.

É importante que você recorra a fontes confiáveis quando for decidir optar ou não pela vacinação. Você pode estar colocando em risco sua saúde e a de seus filhos.

Já dizia o ditado, é melhor prevenir do que remediar. Muitas doenças já foram erradicadas no Brasil a partir de campanhas de vacinação. Então, proteja-se e veja a seguir alguns mitos e verdades sobre a vacinação.

Mitos e verdades: Vacinar-se ou não?

Muitas pessoas acreditam que se houver um bom saneamento básico e uma melhor higiene a vacinação é dispensável. Isto é mito. As vacinas são indispensáveis e necessárias, caso haja a interrupção da imunização, estas doenças voltarão a infectar as pessoas.

A higiene e o saneamento são muito importantes, pode nos prevenir de infecções. Porém, muitas delas se espalham independente de estarmos com as mãos limpas. Se não forem feitos os programas de vacinação, ou as pessoas deixarem de participar dessas ações, as doenças já erradicadas como poliomielite poderão reaparecer de forma muito rápida.

Outro mito decorrente que causa grandes dúvidas sobre vacinar-se ou não, são os receios aos efeitos colaterais a longo prazo. Que possam levar o ser humano a óbito.

As vacinas são muito seguras, e é mais provável que as doenças graves evitáveis pela vacina causem a morte, do que a vacina propriamente. Os efeitos que a vacina causa, geralmente são leves e temporárias, como uma dor no braço ou uma febre rápida.

Lembre-se que os benefícios da imunização superam as decorrências de mortes causadas sem ela. Fique atento aos mitos e verdades sobre a vacinação.

Ser imunizado por meio da própria doença ou pela vacina?

Colocar o corpo em prova para gerar imunidade a uma doença é muito arriscado. Uma vez que as doenças podem se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Vamos pensar em doenças como a hepatite. Ela pode causar sérios danos ao longo de toda vida, e é a grande causadora do câncer hepático. Ou vamos falar do sarampo. Ele aumenta em 30% as chances de evolução grave do quadro infeccioso, e pode levar o indivíduo rapidamente a morte.

A vacinação em casos de sarampo diminuiu no período de 2000 a 2013, 75% o número de mortes causados pela doença. Isso porque as vacinas agem no sistema imunológico para produzir respostas de combate como a produção natural da infecção. Este processo não faz com que a pessoa contraia a doença, nem mesmo coloca em risco de possíveis complicações o indivíduo imunizado.

As vacinas podem causar autismo?

Esse assunto é bem questionado até os dias de hoje, mas vamos conhecer a história e explicar os fatos para que esse mito seja esclarecido.

Em Londres – 1998 – o médico Andrew Wakefield, apresentou a conceituada revista Lancet, uma pesquisa preliminar com uma avaliação do quadro de 12 crianças que apresentavam comportamentos autistas e infecção intestinal grave. O estudo dizia que estas crianças possuíam, em comum, vestígios do vírus do sarampo no organismo. E assim relacionou a possibilidade de um “vínculo Causal” entre esses problemas mais a vacina de combate ao sarampo, caxumba e rubéola, que coincidentemente havia sido aplicada em 11 das 12 crianças estudadas.

Contudo Wakefield reconhecia que tudo se tratava de uma hipótese, em que as vacinas fosse as causadoras de doenças gastrointestinais que provocariam uma inflamação no cérebro e por fim o autismo.

Repercussão

Essa notícia foi o suficiente para que os índices de vacinação caíssem drasticamente em Londres, e mais tarde, no mundo todo. Com isso a Europa registrou uma forte epidemia de sarampo. Países como Alemanha e Itália estudavam punições a quem deixasse de vacinar seus filhos, devido ao quadro que se estabelecia.

Após muitos anos de discussões as teorias de associações das doenças às vacinas, foram desassociadas pela comunidade científica. Isso porque, componentes como timerosal foram retirados das vacinas em 1992, mas os quadros de autismo continuavam a crescer.

Já a teoria de Wakefield, foi avaliada como jogo de interesses, uma vez que, ele abriu um pedido de patente para uma vacina de sarampo que seria concorrente a qual estava questionando na época.

Wakefield recebeu acusações como a falta de veracidade dos estudos nas 12 crianças pesquisadas. O médico que auxiliou Wakefield na pesquisa afirmou que nenhuma das crianças apresentavam vestígios do vírus do sarampo no corpo, e que isso foi ocultado para não prejudicar a pesquisa.

Enfim, a entidade americana Autism Speaks, que se dedica a estudos e debates sobre o autismo, se posicionou a favor da vacinação e apelou a sociedade que vacinassem todas as crianças, garantindo que as vacinas não estavam ocasionando o autismo.

Mitos e verdades: Vacinar contra gripe, dá gripe?

Vacinar contra gripe, dá gripe?

Entenda se a vacina contra gripe é capaz de causar a doença em quem foi vacinado pela mesma.

Não, afirmar que a vacina causa gripe é mito. A vacina contra a gripe é inativada e contém vírus mortos, indicada somente para um tipo de gripe, a influenza. Esta vacina é dada geralmente no inverno, época em que outros vírus semelhantes atuam e levam a quadros semelhantes. Esta vacina é totalmente segura, de ampla cobertura.

Em casos de dores no local da injeção ou enrijecimento da região aplicada, o motivo pode estar associado ao erro técnico de aplicação.

Esta vacina só não é indicada a pacientes que possuem reação alérgica a proteína do ovo. Que segundo o Ministério da Saúde, é utilizado como composição da fabricação da vacina.

Contraindicações

Em geral existem dois grupos de pessoas que são contraindicadas a vacinação e precisam de uma avaliação médica para administração da vacina.

O grupo de imunossuprimidos, que possuem AIDS, que estão em tratamento de quimioterapia ou são transplantados, por exemplo. Pessoas com câncer, que estão em tratamento com corticoides em grandes dosagens e as grávidas. Este grupo precisa atentar-se e pedir recomendação e orientação médica quando for campanhas de vacinações que utilizam bactérias ou vírus atenuados, por exemplo a sarampo, tríplice viral, poliomielite e febre amarela.

Outro grupo que deve estar atento e solicitar uma liberação médica, são os alérgicos. Neste caso o alergologista irá avaliar o risco/benefício que a vacina poderá trazer, e assim autorizar ou não a manipulação da vacina. Os quadros alérgicos mais comuns são alergia a ovo e alergia à gelatina.

Existem também falsas contraindicações como uso de antibióticos, febre, gripe, diarreia, desnutrição, doenças da pele, epilepsia, doenças neurológicas não evolutivas, e outras. Nenhum desses casos a vacina é contraindicada e pode ser administrada normalmente.

A vacina não proporciona riscos a idosos

Fato. Manter a carteira de vacinação em dia beneficia e muito os idosos, quem deseja longevidade precisa estar atento as campanhas. A vacina contra gripe e pneumonia por exemplo, melhoram a qualidade de vida e reduz a mortalidade.

Existem mitos e verdades sobre vacinação, que causaram grandes prejuízos para a população até que fosse totalmente esclarecido. Por isso, sempre se informe com seu médico, caso haja dúvidas a cerca do assunto. O melhor remédio para combater doenças virais e contagiosas é a prevenção.

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