Medicina integrativa: curando corpo, mente e espírito!

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medicina integrativa - Imagem por: Freepik

Já pensou que a origem das doenças pode estar muito além de fatores genéticos, ambientais ou sociais? Veja abaixo qual a relação disso com a medicina integrativa.

O que é medicina integrativa?

De acordo com o Dr. Paulo de Tarso Lima, do Hospital Israelita Albert Einstein, pode-se definir a medicina integrativa como uma prática da medicina, ou seja, não é uma especialidade. Ela é focada no paciente em seu todo, ou seja, vê a pessoa não só como um corpo, mas também as suas emoções, visando como é importante a terapia e a relação entre médico e paciente.

O que é a cura na medicina integrativa?

De acordo com o Conselho de Medicina Integrativa, este processo não é só a ausência da doença. Por exemplo: se a pessoa convive com alguma patologia incurável e até mesmo está perto da morte, ainda sim, prioriza-se que ela tenha contato com o bem-estar.

“A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades.”

— OMS

Sentir-se bem depende é claro, da percepção individual, sendo algo transitório e até mesmo delicado, por depender do momento da vida.

Este tipo de medicina se preocupa tanto com a opinião do paciente, que se baseia nisso, tentando fazê-lo pensar o que quer no momento, qual o desejo, qual sua real necessidade no presente, de forma sutil.

O dr. Tarso usa como exemplo: uma paciente que está convivendo com um tumor metastático grave, avançado e que deseja ter uma boa morte, não querendo entrar em óbito como viu os avós, bisavós, mãe, etc. deseja ter uma morte digna e se possível em casa, então, essa seria uma representação da ação da medicina integrativa, ou seja, ofertar para a paciente uma possibilidade de que isso aconteça, mas também se baseando em questões técnicas.

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O “tripé” corporal

Como a medicina integrada é definida por muitos especialistas como una união de cuidados entre corpo, mente e alma, sugere-se que o paciente tenha uma prática espiritual, ou seja, se baseie em algum caminho religioso ou alguma filosofia de vida que retome sua energia vital.

É importante que a pessoa também queira se sentir bem de acordo com sua condição, escolhendo seguir em frente e em determinados casos, morrer bem.

Diagnóstico

Para entender o que levou a pessoa a ter a doença, analisa-se o histórico da vida, os hábitos alimentares, o sono, relações com as pessoas, com o trabalho, fatores ambientais, religiosos, reações emocionais, stress, etc.

A medicina tradicional chinesa subdivide a doença em três níveis:

  • nível sensorial ou energético – quando algum problema ou stress faz com que a pessoa saia do equilíbrio do corpo, nesse momento, nem o paciente e nem o médico conseguem identificar com precisão alguma patologia, já que o enfermo se sente estranho, com sintomas inespecíficos;
  • nível funcional: fase em que o paciente já apresenta algumas alterações funcionais, e aí os exames podem começar a apontar, embora não se tenha ainda uma doença anatômica ou sinais corporais, como: gastrite, insônia, tontura, depressão e dores.
  • nível orgânico: onde o paciente já apresenta alguma lesão instalada no organismo, levando-o a sofrer, por exemplo, um AVC ou infarto. Neste ponto, já é possível identificar problemas nos exames.

Ferramentas de medicina integrativa

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medicina integrativa – Imagem por: Freepik

Tudo que tenha uma base de evidências, sejam clássicas ou trazidas pela experiência de determinada cultura, pode-se considerar uma ferramenta.

O Dr. Paulo afirma que a medicina integrativa não é uma oferta de terapias complementares por uma questão específica, como oferecer acupuntura para dor por exemplo, nem uma descrição de qual terapia é melhor em relação a outra, e sim a união de vários tipos de terapia, de acordo com o que for melhor para o paciente, visando sua cura em todos os aspectos.

A oncologista Viviane Demarchi diz que a intenção é sempre proporcionar um estilo de vida mais tranquilo ao enfermo, curando várias vertentes de um mesmo problema, para que não se fique dependente de remédios por exemplo.

“É mais importante olhar para o indivíduo que tem a doença, do que para a doença que o indivíduo tem.”

— Hipócrates

Já conhecia a medicina integrativa? O que achou? Também vê importância em curar não só a doença em específico, mas também a mente e o espírito? Deixe seu comentário!

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