Doença de Addison e sua relação com os hormônios

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Doença de Addison

Anda sentindo muito cansaço, náuseas, tontura ao levantar e observou um escurecimento incomum da pele? Fique atenta! Estes podem ser sintomas da doença de Addison.

O que é a doença de Addison?

Também chamada de insuficiência adrenal primária ou insuficiência adrenocortical primária crônica, e abreviada como DA, a doença de Addison é caracterizada por ser uma patologia endocrinopática, ou seja, que afeta o sistema endócrino, consequentemente afetando a produção de hormônios esteroides, pelas glândulas adrenais.

Afinal, para que servem as glândulas adrenais?

Também conhecidas como glândulas suprarrenais, elas se localizam acima dos rins (por isso seu nome) e são responsáveis pela produção de hormônios específicos, alguns pela medula suprarrenal e outros pelo córtex suprarrenal, veja:

Na medula suprarrenal 

  • Adrenalina ou epinefrina – possui um efeito contrário à insulina, sendo liberada no organismo em momentos os quais o nível de glicose no sangue se encontra baixo. Ela também é atuante como neurotransmissora, aparecendo em momentos de stress físico ou mental. Sua ausência pode gerar taquicardia, bradicardia (atraso do do ritmo cardíaco, abaixo de uma frequência de 60 batimentos por minuto) e disfunções nos níveis de açúcar;
  • noradrenalina: essa hormona deixa os batimentos cardíacos mais rápidos e mantém o tônus muscular nos vasos sanguíneos, controlando a pressão do sangue.

No córtex suprarrenal

  • Cortisol – estimula a produção de caboidratos por meio de proteínas e outras substâncias, num processo chamado de gliconeogênese. Esse hormônio também reduz o uso de glicose pelas células, eleva o armazenamento de glicogênio no fígado, movimenta ácidos graxos (úteis na produção de glicose) e impedem o desenvolvimento de processos inflamatórios. Seu excesso pode causar stress;
  • aldosterona: ajuda a reter sódio (sal), atuando no equilíbrio de líquidos. As glândulas salivares (da saliva) e sudorípadas (de suor) sofrem influência desse hormônio, além dele inteferir também na absorção de sódio pelo intestino e aumentar a reabsorção de um importante metal alcalino: o potássio.

Como a doença de Addison se desenvolve?

Esta patologia é causada pela destruição das células do córtex adrenal, o que gera conquementemente uma queda na produção de aldosterona e cortisol.

Esses danos podem ser causados por problemas autoimunes e complicações decorrentes de doenças como a tuberculose. Além disso, fungos, bactérias, hemorragia, neoplasias, medicamentos e hemocromatose também podem gerar o problema.

Quando causada por falta de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), produzido pela hipófise, ou de CRH (hormônio liberador de corticotrofina), produzido pelo hipotálamo, a doença é denominada como insuficiência adrenal secundária.

Diagnosticando a doença

Apesar de ter distintas formas de manifestação, a crise adrenal geralmente é identificada por exames de laboratório e de imagem. 

A incidência da doença de Addison no mundo é de cerca de 0,9 a 1,4 atingidos, em cada grupo de 10.000 pessoas, ocorrendo com maior frequência em mulheres de meia idade.

Esta doença foi descrita em 1855 pelo médico britânico Thomas Addison, formado na Escola de Medicina da Universidade de Edimburgo. Por isso então, o termo “addisoniano” é usado ao descrever características desta patologia e seus portadores.

Sintomas

A doença de Addison progride lentamente, e os sintomas podem ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de stress. Os sintomas mais comuns são:

O último sintoma citado é causado pela elevação de ACTH, que apresenta “afinidade” pelo receptor de melanocortina na pele, em áreas expostas ao sol, com escurecimento em pontos de fricção, dobras da pele, linhas da palma das mãos, genitais, cicatrizes recentes e na área em torno dos lábios.

Tratamento para a doença de Addison

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Doença de Addison

É importante informar que, sem tratamento, a doença pode evoluir e se apresentar sintomas mais intensos, como:

  • crise adrenal;
  • hipotensão arterial;
  • lombalgia;
  • vômitos;
  • perda de consciência.

Estes quadros podem ser desencadeados por stress, trauma físico, cirurgia ou infecção.

“O tratamento envolve tomar hormônios para repor aqueles que não são produzidos pelas glândulas adrenais.”

Hospital Israelita Albert Einstein

Este tratamento exige um acompanhamento médico frequente e consiste basicamente na terapia de reposição homonal, com uma administração externa de corticosteroides (normalmente fludrocortisona ou hidrocortisona) ao longo de toda a vida.

Já conhecia a doença de Addison? Gostou de saber mais sobre ela? Deixe seu comentário no Saudável e Feliz!

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