Antidepressivos – Tomar ou não?

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Você faz uso de antidepressivos? Eles te ajudaram a se livrar do pesar psicomental?

Os antidepressivos são medicamentos que são prescritos para o tratamento de transtornos depressivos, ou até mesmo para tratar transtornos alimentares, ansiedade, disfunção sexual, distúrbio do sono, mal de Parkinson e algumas dores crônicas.

“Os antidepressivos atuam diretamente no cérebro, modificando e corrigindo a transmissão neuro-química em áreas do sistema nervoso que regulam o estado do humor (o nível da vitalidade, energia, interesse, emoções e a variação entre alegria e tristeza), quando o humor está afetado negativamente num grau significativo.”

-Autor desconhecido.

O fato é que existem inúmeras críticas sobre a prescrição desse tipo de medicamento para as pessoas. É evidente que como qualquer outro fármaco poderá ocorrer sim, o alívio para alguns dos sintomas apresentados em um quadro de depressão, entretanto, será que realmente o sujeito deixará de sofrer emocionalmente? Será que o usuário ficará detido ao remédio por longos anos? São inúmeros questionamentos. Com isso, incitamos você ao questionamento: tomar ou não tomar antidepressivos?

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Uma crítica ao uso excessivo de medicamentos

É muito recorrente em nossa sociedade a ânsia por encontrar um medicamento que irá aliviar todos os nossos sintomas, e que seja em apenas 20 segundos após a ingestão. O fato é que nos tornamos refém de remédios. Acreditamos que a cura só será possível quando tomamos uma medicação e passamos a viver afogados em comprimidos e pílulas.

Tomamos um remédio para controlar o efeito adverso de um outro, tornando-se um ciclo medicamentoso excessivo. Há pessoas que tomam por dia mais de 10 remédios, o que é um absurdo. Precisamos nos atentar a necessidade de cada medicação; será que faz sentido tomá-la? É realmente necessário?

Levando para o cenário dos antidepressivos, a pessoa o toma, mas não trata do gatilho que levou ao sofrimento psíquico, o que é um grande erro! Pois, ficará presa ao uso; e todas às vezes que sofrer um rebaixamento emocional recorrerá a esse tipo de medicamento, quando ao certo deveria combater a causa que a levou ao estado disfuncional emotivo. É como tomar algo para sanar a dor, mas deixar a ferida exposta e sem tratamento. Uma hora o efeito medicamentoso irá passar, e a dor voltará, pois o ferimento foi negligenciado.

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Crítica à banalização dos sofrimentos psíquicos

Que a depressão é o mau do século, não há dúvida! A busca insana pelo “ter”; a ansiedade em realizar o máximo de coisas em um curto intervalo de tempo, bem como a propagação de uma pseudofelicidade virtual, são apenas alguns dos agentes propulsores do sofrimento depressivo.

Entretanto, precisamos nos atentar para a banalização do sofrer psicomental, passamos por algumas oscilações de humor, o que até certo ponto é esperado, e é normal. Todavia, atrelamos o estar de bem com a vida, com o estar sempre feliz. O que não é uma verdade! E quando ficamos tristes por algo, logo banalizamos e dizemos que estamos passando por um imenso pesar. É necessário discernir entre garoas passageiras, de tempestades avassaladoras.

E qual é a justa medida para essa tomada de decisão? Não existe! Pois, uma fina garoa em uma cidade, pode causar sérios  transtornos e males em outra, assim como as tempestades podem ser bem quistas por povoados assolados pela seca. É algo singular, apenas a sua percepção poderá avaliar a intensidade, e caso não consiga obter essa mensuração; não hesite em procurar ajuda para analisar e compreender a sua dinâmica mental.

O efeito rebanho

É muito recorrente em quem faz o uso de antidepressivos, se queixar que o remédio o deixou alienado. Como se fosse um gado em um rebanho, acatando as ordens do peão. Há relatos  que o fármaco deixa o sujeito em modo automático, dopado frente a socialização com mundo externo. Precisamos lutar para não virarmos uma legião de grogues lidando com uma vida automática e superficial.

Há pessoas que realmente necessitam do medicamento?

Existem pessoas que se encontram em condições de rebaixamento emotivo dão comprometedores e danosos, que a prescrição de antidepressivos se faz necessária. É uma tomada de decisão emergencial a fim de garantir que a vida do sujeito não seja posta em risco frente ao humor extremamente depreciativo.

Algumas outras psicoses também necessitam do respaldo desse fármaco, para estabilizar o período de crise. Mas até mesmo nos casos apresentados, a administração medicamentosa precisa ser dosada com outras técnicas, para que a pessoa possa buscar a sua autonomia e autoconhecimento.

Eu devo parar de tomar antidepressivos?

Esse conteúdo é um alerta para não tomar antidepressivos? Não! De forma alguma. É apenas uma sinalização para que se tome quando realmente for necessário e pertinente. Conforme foi sinalizado, realmente existem casos que a prescrição do antidepressivo é recomendável. Todavia, a medicação nas disfunções da mente representam apenas 50% do tratamento, é necessário realizar o acompanhamento psicoterapêutico com um psicólogo.

E você? O que você pensa sobre os antidepressivos? Deixe o seu comentário. Participe! A sua opinião é muito importante para nós!

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