Alopecia areata: por que ela causa queda de cabelo?

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A Alopecia areata é uma doença autoimune não contagiosa, que atinge em sua maior parte os homens. A principal causa é genética, tendo um risco de 15% dessa herança passar de pai para filho. A própria palavra areata significa careca, e as formas mais comuns causam queda de cabelos da cabeça ou da barba, mas podem atingir outros pelos do corpo.

É uma das doenças com evolução mais imprevisível, ou seja, em alguns casos inicia-se com uma queda leve dos fios, quase imperceptível, já em outros, o cabelo cai em grande quantidade, até mesmo da sobrancelha ou dos braços. Em situações mais graves, pode causar queda de todos os pelos, mas estas ocorrências são raras.

Por que os cabelos caem?

O corpo possui anticorpos que protegem o organismo de invasores (vírus ou bactérias). No caso da alopecia areata, esses anticorpos se voltam contra o próprio corpo, atacando o folículo piloso, que é considerado ” a semente do cabelo”. Ao atacar os folículos, gera uma inflamação, assim, os cabelos perdem força para crescer naturalmente.

Stress e a queda de cabelo

Um fator externo que pode influenciar nesse processo é o stress, que tende a acelerar a queda de cabelo. É importante não se deixar envolver por este problema, para não sofrer as consequências que isso pode causar à saúde. Passe mais tempo com a família, com os amigos, converse sobre isso e até chore se for necessário.

Estudos realizados na Universidade de Standford apontam que pessoas que choram são mais equilibradas emocionalmente, pois não reprimem seus sentimentos, conseguindo externar a dor. Chorar não é sinônimo de fraqueza e sim de força!

Diagnóstico

Você já começa a perceber os sinais desde o princípio, com pequenos buracos na cabeça ou o aumento das entradas, mas para mais precisão, pode-se consultar um clínico, que identificará o problema através de exames.

O exame mais comum é a biópsia, em que é retirado um pequeno fragmento, que vai para uma análise de laboratório, assim, consegue-se identificar o tipo de alopecia.

Tratamentos

É importante iniciar o tratamento logo no começo, ao perceber os primeiros sinais de queda, para que seja mais rápido e eficaz.

Os tratamentos tópicos, com gel ou pomada geralmente não são eficazes, já que o problema ocorre debaixo da pele, e estes são superficiais.

Já o Minoxidil e a Antralina são mais coadjuvantes e, de acordo com o Dr. Lucas Fustini, os tratamentos via oral podem trazer fortes efeitos colaterais, então é importante tomar cuidado e ter acompanhamento médico.

A aplicação de corticoides é muito utilizada e consiste na inserção direta da medicação no couro cabeludo, com o uso de injeção. Este método reduz a inflamação causada nos folículos, mas são necessárias várias aplicações diretas para ver algum resultado.

A inovação no tratamento da alopecia é o produto Tino’s Hair. É o único tônico capilar no Brasil que tem aprovação da Anvisa para falar que crescem novos fios. Suas nanopartículas penetram no bulbo capilar e seu princípio ativo Baicapil faz com que os folículos se restaurem, trazendo o cabelo de volta para o estado normal.

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Após qualquer um desses tratamentos, o cabelo pode voltar a nascer, mas com coloração branca, não se assuste se isso acontecer!

O que mais preciso saber sobre alopecia areata?

Doenças

É importante lembrar que por se tratar de uma doença autoimune, é necessária a investigação da origem, pois a alopecia areata pode estar acompanhada de outras patologias, como: tireoidite, problema de pâncreas ou diabetes.

Químicas

Se o processo de queda se iniciou, é muito bom evitar o uso de químicas, pois pode agravar a situação, já que o cabelo não tem tanta força.

Fumo

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Além de causar problemas pulmonares, ósseos e circulatórios, o fumo pode levar à queda dos fios. O tabaco desencadeia uma baixa de nutrientes nos cabelos, pois causa diminuição da irrigação sanguínea no couro cabeludo.

Idade

Não há como fugir, junto com a velhice vem a queda de cabelo, que pode ser intensa ou moderada, dependendo da genética. A partir dos 50 anos, o couro cabeludo tende a ficar menos espesso, prejudicando as glândulas sudoríparas e sebáceas, interferindo na circulação da região, o que dificulta a chegada dos nutrientes. Assim, há um afinamento dos cabelos, depois a queda.

Antidepressivos

Medicações como anabolizantes, anti-hipertensivos e antibióticos podem fragilizar o cabelo. Mas os mais prejudiciais à saúde dos fios são os antidepressivos, que atuam no sistema nervoso e na divisão das células. Esse procedimento interfere no ciclo de vida normal dos cabelos, tornando-os mais finos e suscetíveis à queda. O recomendável nestes casos é conversar com seu médico, para que a dose dos remédios não prejudiquem o bulbo capilar.

Possui problemas com a queda de cabelo? Já utilizou vários tratamentos? Conte para nós como foi aqui nos comentários.

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